Desemprego em Goiás cai a 4% no 2º trimestre, aponta IBGE

Estado tinha 164 mil pessoas desocupadas entre abril e junho de 2026, enquanto a informalidade subiu para 36,1%

Desemprego em Goiás cai a 4% no 2º trimestre, aponta IBGE

A taxa de desemprego em Goiás caiu para 4,0% no segundo trimestre de 2026, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a PNAD Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre abril e junho, o estado tinha 164 mil pessoas desocupadas, com redução estatística em relação aos 5,1% registrados no primeiro trimestre do ano.

A força de trabalho goiana foi estimada em 4,05 milhões de pessoas no período e permaneceu estatisticamente estável tanto na comparação com o trimestre anterior quanto em relação ao segundo trimestre de 2025. O grupo é formado por pessoas ocupadas, incluindo aquelas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas, e desocupadas.

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Desemprego em Goiás fica abaixo da média brasileira

Com 4,0% de desocupação, Goiás registrou a oitava menor taxa entre as 27 unidades da Federação no segundo trimestre de 2026. O resultado ficou abaixo da média brasileira, de 5,4%.

Sete estados apresentaram percentuais inferiores ao goiano: Santa Catarina, com 2,1%; Mato Grosso, com 2,2%; Espírito Santo, com 2,3%; Rondônia, com 2,6%; Mato Grosso do Sul, com 2,7%; Paraná, com 3,1%; e Minas Gerais, com 3,8%.

As maiores taxas de desocupação foram registradas no Amapá, com 9,8%, Bahia, com 9,1%, e Pernambuco e Piauí, ambos com 8,3%.

Informalidade em Goiás sobe para 36,1%

Apesar da queda no desemprego, a informalidade em Goiás aumentou no segundo trimestre. A taxa chegou a 36,1%, ante 34,2% nos três primeiros meses de 2026, quando havia alcançado o menor nível da série histórica iniciada no quarto trimestre de 2015.

O percentual equivale a 1,4 milhão de pessoas ocupadas em situação de informalidade e representa o maior índice registrado no estado desde o segundo trimestre de 2024.

No Brasil, a informalidade ficou em 37,4%, acima do índice goiano, situação observada desde o primeiro trimestre de 2022. O percentual nacional corresponde a aproximadamente 38,6 milhões de pessoas trabalhando informalmente.

Goiás apresentou a oitava menor taxa de informalidade entre as unidades da Federação. Santa Catarina, com 25,4%, e Distrito Federal, com 28,7%, tiveram os menores percentuais. Maranhão, com 56,9%, e Pará, com 55,9%, registraram os maiores.

Para calcular a taxa, o IBGE considera empregados do setor privado sem carteira de trabalho assinada, trabalhadores domésticos sem carteira, empregadores sem registro no CNPJ, trabalhadores por conta própria sem CNPJ e trabalhadores familiares auxiliares.

Subutilização fica em 8% e iguala menor nível da série

A taxa de subutilização da força de trabalho em Goiás ficou em 8,0% no segundo trimestre de 2026, mesmo percentual registrado no quarto trimestre de 2025 e menor nível da série histórica da pesquisa.

O resultado representa queda estatística diante dos 9,1% do primeiro trimestre de 2026 e estabilidade em relação ao segundo trimestre de 2025, quando a taxa estava em 8,8%. No período mais recente, a população subutilizada somava 332 mil pessoas.

Pela metodologia apresentada no levantamento, a subutilização reúne a população desocupada, os subocupados por insuficiência de horas trabalhadas e integrantes da força de trabalho potencial. Nesse último grupo estão pessoas que procuraram emprego, mas não estavam disponíveis para trabalhar na semana de referência, e aquelas que não realizaram busca efetiva, embora quisessem trabalhar e estivessem disponíveis.

Rendimento médio em Goiás chega a R$ 3.946

O rendimento médio mensal real habitual de todos os trabalhos em Goiás foi de R$ 3.946 no segundo trimestre de 2026, acima dos R$ 3.738 registrados no Brasil.

O rendimento goiano apresentou estabilidade estatística em relação ao primeiro trimestre, quando estava em R$ 3.965, e aumento na comparação com o segundo trimestre de 2025, quando havia sido de R$ 3.618.

No país, o rendimento de R$ 3.738 também apresentou estabilidade estatística na comparação indicada pelo levantamento e aumento de 2,8% em relação ao mesmo período de 2025, quando estava em R$ 3.635.

Alojamento e alimentação registra variação de 9% em um ano

Entre os grupos de atividades analisados pela PNAD Contínua, alojamento e alimentação tinha 206 mil pessoas ocupadas no segundo trimestre de 2026. No mesmo período de 2025, eram 227 mil, uma diferença de 21 mil pessoas.

O IBGE registra variação de 9,0% na comparação entre os dois períodos. De acordo com a pesquisa, os grupos de atividades investigados apresentaram estabilidade estatística tanto em relação ao trimestre anterior quanto na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.

No segundo trimestre de 2026, o comércio, incluindo reparação de veículos automotores e motocicletas, reunia 867 mil ocupados. A indústria geral tinha 481 mil, enquanto administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais somavam 630 mil pessoas ocupadas.

PNAD Contínua acompanha mercado de trabalho

A PNAD Contínua acompanha as variações trimestrais e a evolução da força de trabalho no curto, médio e longo prazos, além de levantar outras informações relacionadas ao desenvolvimento socioeconômico do país. A unidade de investigação utilizada pela pesquisa é o domicílio.

A pesquisa foi implantada de forma experimental em outubro de 2011 e passou a funcionar em caráter definitivo em todo o território nacional a partir de janeiro de 2012. O informativo com os resultados de Goiás é datado de 14 de agosto de 2026.

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