Alta foi superior à média nacional, mas resultado mensal recuou 1,7% na comparação com maio
A indústria de Goiás cresceu 2,2% em junho de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (11). O resultado ficou acima da média nacional, de 1,7%, e levou a produção industrial goiana a acumular alta de 1,8% no primeiro semestre e de 2,9% em 12 meses.
Apesar da expansão no confronto anual, a produção industrial de Goiás recuou 1,7% em junho ante maio, praticamente no mesmo ritmo da queda de 1,8% registrada pela indústria brasileira no período. O dado mostra que o avanço observado no acumulado do ano ocorreu mesmo com oscilações nos indicadores mensais.
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O principal impacto positivo sobre a produção industrial de Goiás veio da atividade de fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis. O segmento avançou 14,7% em junho, em relação ao mesmo mês de 2025, e respondeu sozinho por 2,90 pontos percentuais da taxa da indústria geral no estado.
Entre os produtos associados ao resultado positivo estão álcool etílico e biodiesel, segundo o levantamento do IBGE. No acumulado do primeiro semestre, a atividade registrou crescimento de 32,1% e, em 12 meses, de 13,5%.
Outro destaque foi a indústria farmoquímica e farmacêutica, cuja produção aumentou 15,5% na comparação com junho de 2025. O setor acumulou crescimento de 22,2% entre janeiro e junho e de 13% em 12 meses, contribuindo com 0,71 ponto percentual para o resultado geral de junho.
A indústria extrativa também apresentou crescimento de 6% em junho na comparação anual, enquanto as indústrias de transformação avançaram 2%.
O desempenho da indústria goiana poderia ter sido maior não fosse a forte retração da confecção de artigos do vestuário e acessórios. A produção do segmento despencou 43,7% em junho, ante o mesmo mês de 2025.
A atividade retirou 1,68 ponto percentual do resultado da indústria geral, a maior contribuição negativa entre os setores analisados pelo IBGE. Entre os produtos apontados como responsáveis pela queda estão calças compridas femininas, camisas masculinas, camisetas de malha e outras peças de vestuário.
A indústria química também apresentou retração. A produção caiu 8,5% em um ano, com impacto negativo de 0,66 ponto percentual sobre a taxa geral. Entre os produtos associados ao resultado estão fertilizantes minerais ou químicos das fórmulas NPK, fosfatos de monoamônio, cloretos de potássio e superfosfatos.
O comportamento dos diferentes segmentos revela uma indústria com resultados bastante distintos entre as atividades. Enquanto setores ligados a biocombustíveis e medicamentos apresentaram taxas de dois dígitos, vestuário e produtos químicos tiveram quedas expressivas no período.
No acumulado dos 12 meses encerrados em junho, a indústria de Goiás cresceu 2,9%, desempenho quatro vezes superior ao resultado nacional, de 0,7%. O estado ficou na quinta posição entre os 15 locais pesquisados pelo IBGE.
O ranking foi liderado pelo Espírito Santo, com crescimento de 20,1%, seguido por Rio de Janeiro, com 7,2%, Pernambuco, com 6,4%, e Rio Grande do Sul, com 3%. Goiás apareceu logo depois, com 2,9%.
O resultado goiano também ficou acima do observado em Minas Gerais, que teve alta de 0,6%, e dos recuos registrados por São Paulo (-1,8%), Paraná (-1,2%) e Santa Catarina (-0,5%). Entre os estados do Centro-Oeste com informação disponível no levantamento, Goiás apresentou o melhor resultado em 12 meses.
Os números fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física (PIM-PF), levantamento do IBGE que acompanha a evolução da produção das indústrias extrativa e de transformação. A pesquisa permite comparar o comportamento da atividade industrial ao longo do tempo e entre diferentes unidades da Federação.
A série regional da PIM-PF é utilizada para acompanhar indicadores de curto prazo da atividade industrial. O IBGE informa que os dados da pesquisa podem passar por revisões à medida que novas informações são incorporadas à base estatística.
Em Goiás, o resultado de junho combina uma alta de 2,2% na comparação com junho de 2025, avanço de 1,8% no acumulado de janeiro a junho e crescimento de 2,9% em 12 meses. Na passagem de maio para junho, porém, houve queda de 1,7%, evidenciando a diferença entre os indicadores de curto e médio prazo.
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