Inflação ficou em 0,00% na capital, enquanto alimentação e combustíveis recuaram e os custos de habitação avançaram
O IPCA de Goiânia ficou estável em julho de 2026, com variação de 0,00%, após alta de 0,26% em junho, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE. O resultado colocou a capital abaixo da inflação nacional, de 0,07%, pela primeira vez em quatro meses, em meio à queda dos preços de alimentos e combustíveis e ao avanço dos custos relacionados à habitação.
No acumulado de 2026, a inflação em Goiânia chegou a 3,51%. Em 12 meses, o índice atingiu 5,56%, acima dos 4,44% registrados no país. Entre os nove grupos acompanhados pelo IPCA, Habitação teve a maior alta mensal na capital, enquanto Alimentação e bebidas e Transportes ajudaram a conter o índice.
Mesmo sem variação no índice geral em julho, as despesas ligadas à moradia aumentaram. O grupo Habitação subiu 0,98%, maior avanço entre os nove grupos pesquisados em Goiânia. A energia elétrica residencial aumentou 2,19%, enquanto o gás de botijão ficou 1,75% mais caro.
A alta da energia também aparece com intensidade no período de 12 meses. O preço da eletricidade residencial acumula avanço de 18,89% em Goiânia, ante 8,85% no país. Julho foi o segundo mês seguido de aumento do item, depois da elevação de 2,88% registrada em junho.
O gás de botijão seguiu uma trajetória diferente da média brasileira. Enquanto o produto caiu 1,13% no país em julho, avançou 1,75% na capital goiana. Em 12 meses, a alta em Goiânia chega a 5,32%.
A alimentação consumida dentro de casa foi um dos principais fatores de redução de preços no mês. O subgrupo Alimentação no domicílio caiu 1,02%, contribuindo para a retração de 0,61% de Alimentação e bebidas em Goiânia.
Entre os produtos que ficaram mais baratos, o tomate caiu 27,26% e a batata-inglesa recuou 22,19%. Para o tomate, foi a maior redução mensal desde julho de 2024, quando a queda chegou a 37,14%. Após recuar também em junho, o produto passou a acumular redução de 18,83% em 12 meses.
A batata-inglesa, apesar da forte queda em julho, ainda registra alta de 58,44% em 12 meses na capital. As carnes seguiram na direção contrária e ficaram 0,30% mais caras. Acém, chã de dentro e alcatra tiveram aumentos de 1,94%, 1,53% e 1,38%, respectivamente. O item Carnes acumula avanço de 7,62% em 12 meses em Goiânia.
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Quem fez refeições fora de casa encontrou novos aumentos em julho. O subgrupo Alimentação fora do domicílio avançou 0,54% em Goiânia, próximo dos 0,55% registrados no Brasil. Foi a 11ª variação positiva nos últimos 12 meses na capital.
Desde a queda de 0,65% observada em agosto de 2025, o subgrupo não voltou a registrar redução. Em julho, os lanches subiram 0,96%, enquanto as refeições tiveram variação de 0,02%. No acumulado de 12 meses, a alimentação fora do domicílio avançou 4,79% em Goiânia, abaixo dos 5,55% do país.
Os combustíveis para veículos caíram pelo segundo mês consecutivo. Em julho, o recuo foi de 1,65%, depois da redução de 1,37% em junho. Com esse movimento, o grupo Transportes fechou o mês com queda de 0,60% em Goiânia.
O etanol apresentou redução de 3,09%, a gasolina caiu 1,41% e o óleo diesel recuou 1,12%. Apesar das quedas recentes, os combustíveis ainda acumulam alta de 9,12% em 12 meses na capital, diante de 4,43% no país.
Dos 16 locais acompanhados pelo IBGE, sete não tiveram aumento do índice geral em julho. Goiânia e Campo Grande registraram 0,00%, enquanto Belém apresentou a maior queda, de 0,45%.
Na outra ponta, Rio Branco teve a maior inflação do mês, de 0,32%, seguido pelo Rio de Janeiro, com 0,30%. O gráfico apresentado pelo IBGE coloca a média brasileira em 0,07% no período.
O INPC de Goiânia, indicador que acompanha famílias com rendimentos de um a cinco salários mínimos, avançou 0,10% em julho, enquanto o IPCA, que considera famílias com rendimentos de um a 40 salários mínimos, ficou em 0,00%.
Em 2026, o INPC acumula alta de 3,58% na capital. Em 12 meses, a variação chega a 5,49%, ligeiramente abaixo dos 5,56% registrados pelo IPCA no mesmo período. No Brasil, o INPC caiu 0,01% em julho e acumula 4,10% em 12 meses.
Além dos índices de inflação, o levantamento do IBGE mostra avanço expressivo no custo da construção civil em Goiás. O Índice Nacional da Construção Civil, o Sinapi, subiu 2,58% em julho, após aumento de 1,56% em junho. Foi a maior variação mensal desde maio de 2022, quando o índice havia avançado 5,16%.
Julho marcou a 26ª alta consecutiva do indicador no estado. O último resultado negativo havia ocorrido em maio de 2024, com queda de 0,13%. Em Goiás, o Sinapi acumula 8,30% em 2026 e 9,59% em 12 meses.
O custo médio da construção chegou a R$ 2.008,93 por metro quadrado em Goiás. Desse valor, R$ 1.157,08 correspondem aos materiais e R$ 851,85 à mão de obra. No país, o custo médio ficou em R$ 1.985,10 por metro quadrado.
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