Setor de serviços em Goiás cai 1,6% no semestre e tem 5º pior resultado do país

Desempenho goiano ficou 3,6 pontos percentuais abaixo da média nacional, enquanto turismo recuou 2,5% em junho

Setor de serviços em Goiás cai 1,6% no semestre e tem 5º pior resultado do país

O setor de serviços em Goiás encerrou o primeiro semestre de 2026 com queda acumulada de 1,6% no volume de atividades, na comparação com os seis primeiros meses de 2025. O resultado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 12 de agosto, colocou Goiás entre os estados com pior desempenho no país e contrastou com o crescimento de 2,0% registrado no Brasil no mesmo período.

Os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) mostram que a distância entre o desempenho goiano e a média brasileira chegou a 3,6 pontos percentuais no primeiro semestre. Em 12 meses, Goiás ainda apresenta variação positiva de 0,4%, mas permanece abaixo do avanço nacional de 2,6%.

Setor de serviços em Goiás tem 5ª maior queda do Brasil

Entre as 27 unidades da Federação, Goiás registrou a quinta maior retração do volume de serviços entre janeiro e junho de 2026. Resultados inferiores foram verificados no Amazonas, com queda de 5,8%, Tocantins, com 5,6%, Ceará, com 5,1%, e Maranhão, com 2,0%.

Na outra ponta da pesquisa aparecem Alagoas, com crescimento de 10,0%, Distrito Federal, com 9,1%, e Roraima, com 6,9%. A comparação regional também coloca Goiás na última posição do Centro-Oeste no acumulado do ano. Mato Grosso do Sul teve retração de 0,5%, enquanto Mato Grosso cresceu 4,0% e o Distrito Federal avançou 9,1%.

O gráfico apresentado pelo IBGE na página 3 do informativo permite visualizar essa diferença entre as unidades da Federação. Goiás aparece com 1,6% de queda, enquanto a média brasileira registra alta de 2,0%.

Serviços goianos avançam 0,2% na comparação anual de junho

Apesar do resultado negativo no semestre, junho trouxe uma mudança na comparação com igual mês de 2025. O volume de serviços em Goiás cresceu 0,2%, encerrando uma sequência de quatro resultados interanuais negativos observada entre fevereiro e maio.

Na passagem de maio para junho, porém, considerando a série com ajuste sazonal, houve queda de 0,4% no estado. O volume de serviços no Brasil ficou estável, com variação de 0,0%, nessa mesma base de comparação.

Os indicadores, portanto, mostram comportamentos diferentes conforme o período analisado: Goiás avançou na comparação com junho de 2025, mas recuou diante de maio e continuou no campo negativo no acumulado do primeiro semestre.

Serviços profissionais crescem 8,1% e lideram altas em Goiás

A abertura por atividades mostra diferenças relevantes dentro do setor de serviços em Goiás. O melhor resultado em junho veio dos serviços profissionais, administrativos e complementares, que cresceram 8,1% diante de junho de 2025.

Esse grupo, que reúne atividades técnico-profissionais, aluguéis não imobiliários e serviços de apoio às empresas, acumulou crescimento de 5,1% no primeiro semestre e também de 5,1% em 12 meses. O segmento de outros serviços também apresentou alta. O volume cresceu 4,9% na comparação anual de junho, com avanços de 4,3% no acumulado do ano e de 3,1% em 12 meses.

Nesse grupo estão atividades relacionadas a esgoto, gestão de resíduos, recuperação de materiais e descontaminação, além de serviços auxiliares financeiros, atividades imobiliárias e outros serviços não classificados nas demais categorias pesquisadas.

Transportes voltam ao campo positivo após seis resultados negativos

As atividades de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio tiveram crescimento de 0,1% em junho de 2026 diante do mesmo mês do ano passado. O resultado interrompeu uma sequência de seis quedas consecutivas iniciada em dezembro de 2025.

O desempenho acumulado, no entanto, permanece negativo. O segmento apresenta queda de 5,2% no primeiro semestre e retração de 1,2% em 12 meses.

Informação e comunicação recuam 4,3% em junho

Nem todas as atividades acompanharam a melhora registrada no indicador total de junho. Os serviços de informação e comunicação tiveram queda de 4,3% diante de junho de 2025. Segundo o IBGE, esse segmento teve o maior impacto negativo no resultado agregado devido ao seu peso na estrutura do setor.

O grupo abrange telecomunicações, tecnologia da informação, atividades audiovisuais, edição e agências de notícias. Apesar da queda mensal na comparação anual, o segmento ainda acumula crescimento de 1,6% em 2026 e de 3,2% nos últimos 12 meses.

Os serviços prestados às famílias também recuaram. A queda foi de 3,6% frente a junho de 2025, de 3,7% no primeiro semestre e de 4,8% em 12 meses. A categoria inclui atividades ligadas principalmente a alojamento e alimentação.

>> Leia também: Indústria de Goiás cresce 2,2% em junho e tem 5º melhor resultado do país

Turismo em Goiás cai 2,5% após três meses de crescimento

Além dos dados gerais sobre serviços, a PMS aponta uma mudança no comportamento do turismo em Goiás. O volume das atividades turísticas caiu 2,5% em junho frente a maio, na série com ajuste sazonal.

A retração ocorreu depois de três meses consecutivos de crescimento. O turismo goiano havia avançado 0,7% em março, 1,8% em abril e 1,3% em maio.

Mesmo com a queda, Goiás apresentou resultado menos negativo do que a média brasileira, que recuou 3,4% em junho. Entre os 17 locais investigados pelo IBGE, o estado teve o oitavo melhor desempenho mensal.

Alagoas foi o único local pesquisado a apresentar crescimento, de 1,8%. As maiores quedas foram registradas em Mato Grosso, com 7,0%, Pará, com 6,6%, e Espírito Santo, com 5,9%.

No Centro-Oeste, a retração de Goiás também foi menor do que as verificadas no Distrito Federal, de 4,7%, e em Mato Grosso, de 7,0%. O gráfico da página 5 do informativo posiciona Goiás acima da média brasileira e de outros nove locais pesquisados no indicador mensal com ajuste sazonal.

Turismo acumula queda de 4,6% no primeiro semestre

Quando a comparação considera junho de 2025, o cenário do turismo goiano é mais negativo. O volume das atividades turísticas caiu 6,0%, enquanto o Brasil registrou retração de 5,3%. De janeiro a junho, o turismo em Goiás acumula queda de 4,6%, ante recuo nacional de 0,9%. Em 12 meses, a atividade turística no estado registra baixa de 4,8%, enquanto o indicador brasileiro apresenta crescimento de 1,0%.

A Pesquisa Mensal de Serviços acompanha empresas formalmente constituídas com 20 ou mais pessoas ocupadas, cuja atividade principal seja um serviço não financeiro. As áreas de saúde e educação não integram o levantamento.

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