Boletim aponta leve recuo no índice geral, enquanto creme a granel e leite condensado avançam no mercado atacadista
O setor lácteo goiano encerrou maio de 2026 com cenário de estabilidade no mercado atacadista, mesmo diante de oscilações registradas entre os principais derivados do leite comercializados no estado. Dados divulgados pelo Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano mostram que o índice da cesta de produtos teve recuo de 0,58%, indicando um ambiente de preços relativamente equilibrado para a cadeia produtiva.
O levantamento revela que o comportamento dos derivados foi marcado por trajetórias diferentes. Enquanto alguns itens ganharam valor ao longo do mês, outros apresentaram redução nos preços, resultando em um impacto moderado sobre o indicador geral. O acompanhamento é realizado pela Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea de Goiás e integra as ações de monitoramento do mercado desenvolvidas pelo setor.
Entre os produtos analisados, os maiores avanços foram observados no creme a granel, que registrou valorização de 5,19%, e no leite condensado, cujo preço aumentou 4,97% em relação ao período anterior. Os resultados demonstram uma dinâmica específica para determinados segmentos da indústria, influenciada por fatores de demanda e comercialização.
Por outro lado, alguns dos itens com maior presença no consumo apresentaram retração. O leite UHT integral liderou as quedas, com recuo de 5,44%. Na sequência aparecem o leite em pó integral, que caiu 1,18%, e o queijo muçarela, com redução de 0,61%.
De acordo com o secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ademar Leal, o acompanhamento periódico dos indicadores oferece uma visão ampla sobre os movimentos do mercado e auxilia diferentes agentes da cadeia produtiva.
“A disponibilidade de informações periódicas sobre o comportamento dos derivados contribui para uma leitura mais precisa do mercado. Esse conjunto de indicadores permite que os agentes da cadeia produtiva tenham mais segurança para avaliar tendências e orientar suas decisões, e esse é justamente o propósito do Boletim do Setor Lácteo”, destacou.
A publicação tem se tornado uma ferramenta de consulta para produtores, indústrias, cooperativas e demais participantes do segmento. O objetivo é oferecer dados atualizados que permitam acompanhar a evolução dos preços e compreender as mudanças observadas ao longo dos meses.
O desempenho registrado em maio evidencia que o setor lácteo goiano segue marcado por comportamentos específicos entre os derivados, exigindo atenção constante dos agentes econômicos que dependem das movimentações do mercado para planejar suas estratégias.
O boletim surgiu a partir de uma iniciativa conjunta da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e do Instituto Mauro Borges (IMB). O trabalho também conta com a participação da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), do Sindicato das Indústrias de Laticínios no Estado de Goiás (Sindileite/GO), da Associação Goiana de Supermercados (Agos) e da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB).
Para calcular o indicador, são considerados cinco produtos que representam uma parcela relevante da produção industrial do estado: leite UHT integral, leite em pó integral, queijo muçarela, leite condensado e creme a granel.
A metodologia utiliza o peso de cada item dentro do mix médio da indústria de laticínios de Goiás e os preços praticados no mercado atacadista. Dessa forma, o índice busca retratar com maior precisão a realidade do setor lácteo goiano, permitindo acompanhar tendências e movimentos de preço ao longo do tempo.
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