Empresas com faturamento acima de R$ 4,8 milhões precisam conectar sistemas de pagamento e emissão de notas fiscais
Cerca de 11 mil empresas em Goiás passaram a cumprir uma nova obrigação fiscal a partir de 1º de junho de 2026. A determinação exige que estabelecimentos com faturamento anual superior a R$ 4,8 milhões realizem a integração entre os meios de pagamento eletrônicos e a emissão de documentos fiscais. A medida alcança todos os segmentos econômicos enquadrados nessa faixa de receita e marca uma nova etapa na modernização dos processos tributários do estado.
Com a mudança, transações feitas por cartão de crédito, cartão de débito, PIX e outros formatos eletrônicos passam a ser vinculadas automaticamente à emissão da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e da Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica (NFC-e). O objetivo é garantir que cada operação registrada nos equipamentos de pagamento seja acompanhada pela emissão correspondente do documento fiscal.
O modelo cria uma comunicação direta entre os sistemas de gestão empresarial e os softwares responsáveis pela emissão das notas. Dessa forma, os dados das vendas são transmitidos de maneira integrada, reduzindo inconsistências e ampliando o acompanhamento das operações comerciais realizadas diariamente pelos contribuintes.
A obrigatoriedade já havia sido adiada anteriormente para permitir que as empresas concluíssem as adaptações necessárias. A última alteração promovida pela Secretaria da Economia transferiu o início da exigência de 1º de março para 1º de junho de 2026, oferecendo um período adicional para adequação às regras previstas na Instrução Normativa nº 1.608/25.
A implementação da integração de pagamentos eletrônicos começou em novembro de 2025. Na primeira fase, supermercados, hipermercados, farmácias e postos de combustíveis com faturamento acima do limite estabelecido já passaram a operar dentro do novo modelo exigido pelo Fisco estadual.
Agora, a regra foi ampliada para os demais setores da economia que se enquadram na mesma faixa de receita. A expansão ocorre de forma gradual e faz parte de um cronograma elaborado para alcançar diferentes perfis empresariais ao longo de 2026.
Segundo a Secretaria de Estado da Economia, a integração busca aprimorar o monitoramento das operações realizadas por meios eletrônicos. A iniciativa também pretende reduzir possibilidades de fraude e preparar os contribuintes para futuras adaptações relacionadas às mudanças trazidas pela Reforma Tributária.
Além do controle fiscal, a expectativa do governo estadual é que a automatização dos processos aumente a precisão das informações registradas, facilitando a conformidade tributária das empresas e reduzindo falhas operacionais durante a emissão dos documentos fiscais.
O calendário de implantação da integração de pagamentos eletrônicos seguirá ao longo dos próximos meses. A próxima etapa está prevista para 1º de setembro de 2026, quando a obrigação passará a valer para Empresas de Pequeno Porte com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões.
Em seguida, a partir de 1º de dezembro de 2026, a medida alcançará as microempresas de todos os segmentos econômicos com receita anual de até R$ 360 mil. O cronograma foi estruturado para permitir uma adaptação gradual dos diferentes perfis empresariais existentes no estado.
Os Microempreendedores Individuais (MEIs) permanecem fora da exigência. De acordo com as regras estabelecidas pela Secretaria da Economia, essa categoria está dispensada da integração entre os meios eletrônicos de pagamento e os sistemas de emissão de documentos fiscais.
Copyright © 2025 // Todos os direitos reservados.