Indústria da construção em Goiás movimenta bilhões e acompanha avanço nacional do setor

Goiás amplia participação na construção civil em meio ao crescimento das obras e geração de empregos no país

Indústria da construção em Goiás movimenta bilhões e acompanha avanço nacional do setor

O desempenho da indústria da construção em Goiás acompanha o avanço registrado nacionalmente pelo setor em 2024, ano em que a atividade movimentou R$ 522,5 bilhões em incorporações, obras e serviços em todo o Brasil. Os dados divulgados pelo IBGE mostram um cenário favorável para estados com forte expansão urbana e investimentos em infraestrutura, como Goiás, que integra a região com participação crescente no mercado da construção civil.

Com a demanda por moradias, empreendimentos comerciais e obras públicas em alta, a construção civil em Goiás segue impulsionando empregos e investimentos. O levantamento aponta que o setor brasileiro reuniu cerca de 191 mil empresas e empregou 2,5 milhões de trabalhadores em 2024, evidenciando a importância econômica de uma atividade que também tem papel relevante em cidades goianas.

As obras de infraestrutura foram o principal destaque do ano. Em todo o país, esse segmento movimentou R$ 200,9 bilhões, valor que representou 38,4% de toda a produção da indústria da construção. A construção de edifícios ficou muito próxima, com R$ 198,9 bilhões e participação de 38,1%, enquanto os serviços especializados responderam por R$ 122,8 bilhões.

Para Goiás, o cenário é especialmente significativo devido à presença de obras ligadas à mobilidade, logística, saneamento e expansão urbana. O estado tem registrado crescimento populacional em diversos municípios, ampliando a necessidade de investimentos em infraestrutura e habitação.

Obras de infraestrutura impulsionam a construção em Goiás

Um dos principais destaques da pesquisa é a forte participação do setor público nas obras de infraestrutura. Do valor total movimentado pela indústria da construção brasileira, 33% tiveram origem em demandas governamentais. Quando observadas apenas as obras de infraestrutura, essa participação chega a 48,2%.

Segundo o gerente da pesquisa, Marcelo Miranda, a relevância desse segmento ficou evidente em 2024. “O principal ponto da Pesquisa em 2024 é o quão importante são as obras de infraestrutura dentro do cenário da Indústria da Construção no Brasil, não somente em termos de valor de obras mas em termos de remuneração paga. Além disso, mostra a importância do setor público nesse segmento, por exemplo, que corresponde a quase 50% das obras de infraestrutura do país”, explicou.

Em Goiás, investimentos em rodovias, melhorias urbanas e expansão de áreas residenciais ajudam a manter a atividade aquecida. A localização estratégica do estado também favorece projetos voltados à logística e ao transporte de cargas, áreas diretamente ligadas à infraestrutura.

A pesquisa identificou ainda que a construção de rodovias, ferrovias, obras urbanas e obras de arte especiais respondeu por 22,8% de todo o valor gerado pelo setor em 2024. As obras residenciais apareceram logo depois, com participação de 22,2%.

Empregos e salários seguem como motores da atividade

A geração de empregos continua sendo uma das principais características da construção civil. No Brasil, a construção de edifícios concentrou 35,7% dos trabalhadores do setor. Os serviços especializados responderam por 34,4%, enquanto as obras de infraestrutura empregaram 29,9% da mão de obra.

Esse cenário também beneficia a construção civil em Goiás, especialmente em municípios que recebem novos loteamentos, condomínios, centros comerciais e obras públicas. O segmento permanece entre os grandes empregadores formais da economia.

Os salários médios pagos pela atividade variaram entre 1,8 e 2,6 salários mínimos em 2024. As empresas de infraestrutura registraram os maiores rendimentos, além de apresentarem o maior número médio de funcionários por empresa.

Outro dado importante envolve os custos do setor. As despesas com pessoal representaram 30,7% dos gastos totais da indústria da construção, tornando a folha de pagamento o principal componente da estrutura de custos das empresas.

Centro-Oeste ganha relevância no cenário nacional

O levantamento do IBGE aponta que a Região Centro-Oeste respondeu por 9,1% do valor total gerado pela indústria da construção brasileira em 2024. Embora fique atrás das regiões Sudeste, Nordeste e Sul, o percentual demonstra a importância crescente dos estados da região, especialmente Goiás.

A expansão imobiliária observada em cidades como Goiânia, Aparecida de Goiânia, Rio Verde e Anápolis contribui para o fortalecimento da atividade econômica ligada à construção. O crescimento urbano e a atração de novos investimentos mantêm a demanda por empreendimentos residenciais, comerciais e industriais.

A pesquisa também destacou o avanço dos serviços especializados para construção, segmento formado por atividades como pintura, instalações elétricas, cabeamento e encanamento. Sobre essa área, Marcelo Miranda afirmou: “Os serviços especializados para construção são aquelas atividades auxiliares à Indústria da Construção. Então, uma empresa que vai numa incorporação e faz uma pintura, ela está ali nos serviços. Uma empresa que faz cabeamento, uma empresa que faz a parte de encanamento de uma obra. Não são empresas específicas de construção de edifícios ou de obras de infraestrutura, elas fazem essas atividades auxiliares nas grandes incorporações e nas grandes obras. Embora ocupem a terceira colocação na maioria dessas atividades que a gente está olhando, ela não está muito disparada atrás das outras duas atividades em termos de pessoal ocupado, valor de obras e salários, e sabemos que têm crescido nos últimos anos”, ressaltou.

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