Cana-de-açúcar em Goiás bate recorde histórico e coloca estado entre líderes nacionais do setor

Safra 2025/26 alcança maior volume da última década e fortalece posição de Goiás na produção de açúcar, etanol e bioenergia

Cana-de-açúcar em Goiás bate recorde histórico e coloca estado entre líderes nacionais do setor

A produção de cana-de-açúcar em Goiás atingiu um marco histórico na safra 2025/26. Dados do quarto levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que o estado alcançou o segundo lugar no ranking brasileiro, registrando a maior colheita dos últimos dez anos. A estimativa é de 80,1 milhões de toneladas, resultado que representa crescimento de 2% em relação ao ciclo anterior.

O avanço foi impulsionado principalmente pela ampliação das áreas cultivadas e pela adoção de tecnologias no campo. Goiás ultrapassou a marca de 1 milhão de hectares plantados, crescimento de 6,3% na comparação anual. O desempenho também reflete investimentos em manejo agrícola, modernização de processos e aumento da eficiência nas propriedades rurais.

O resultado fortalece o protagonismo goiano em uma das cadeias mais importantes do agronegócio brasileiro. Ao longo da última década, o estado ampliou sua participação nacional em ritmo superior ao registrado pelo país. Enquanto a produção brasileira avançou 2,4% no período, Goiás registrou crescimento de 18,5%.

Outro indicador que chama atenção é a produtividade. Nos últimos dez anos, o rendimento das lavouras goianas cresceu 10,7%, superando com folga a média nacional, que ficou em 3,5%. Ao mesmo tempo, a área colhida aumentou 7,1%, movimento oposto ao cenário brasileiro, que apresentou retração de 1%.

Cana-de-açúcar em Goiás amplia presença na indústria nacional

O desempenho da cana-de-açúcar em Goiás também aparece nos números da agroindústria. O estado alcançou 10,7 milhões de toneladas de Açúcar Total Recuperável (ATR), indicador utilizado para medir o potencial de produção de açúcar e etanol. Com isso, conquistou a segunda colocação nacional nesse segmento.

Na fabricação de açúcar cristal, Goiás chegou a 3 milhões de toneladas e garantiu a terceira posição entre os maiores produtores do país. Já no mercado de etanol derivado da cana, o estado aparece novamente em segundo lugar, com produção estimada em 4,5 bilhões de litros, equivalente a 16,7% do total nacional.

O secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ademar Leal, destaca que a atividade tem papel estratégico para o crescimento do campo goiano. “No cultivo da cana-de-açúcar, as terras goianas reúnem condições favoráveis para ampliar a produção, fortalecer a cadeia e avançar na geração de biocombustíveis e bioenergia. Entre as ações desenvolvidas pelo Governo de Goiás para apoiar o setor produtivo estão os boletins e levantamentos técnicos elaborados pela Seapa, que oferecem dados estratégicos para produtores, gestores e investidores, contribuindo para o avanço da produtividade e do agronegócio goiano”, ressalta.

Além da cana, culturas como soja e milho ajudam a posicionar Goiás entre os principais polos agropecuários do Brasil. A diversificação da produção e a capacidade de industrialização têm ampliado a relevância econômica do estado dentro do agronegócio nacional.

Exportações ampliam alcance internacional do setor

O crescimento da cana-de-açúcar em Goiás também se reflete no comércio exterior. Em 2025, o açúcar respondeu por 91,7% do valor exportado pelo setor sucroenergético estadual, demonstrando a importância do produto para a balança comercial goiana.

Informações da Plataforma Aroeira apontam que o complexo sucroalcooleiro alcançou 58 destinos internacionais ao longo do ano. Os embarques de açúcar chegaram a 55 países, enquanto o álcool etílico produzido no estado abasteceu 10 mercados estrangeiros.

A presença em dezenas de países evidencia a competitividade da produção goiana e amplia as oportunidades para a indústria ligada à bioenergia. O cenário internacional continua sendo um dos principais motores para os investimentos realizados pelo setor.

Próxima safra deve manter produção em patamar elevado

As projeções iniciais para a safra 2026/27 indicam estabilidade nos principais indicadores da cadeia produtiva. A previsão aponta para uma colheita de 79,7 milhões de toneladas, volume próximo ao recorde alcançado na temporada atual.

A área destinada à colheita deve permanecer acima de 1 milhão de hectares. Já a produtividade média é estimada em 77,7 toneladas por hectare, mantendo os níveis observados recentemente nas lavouras do estado.

Segundo Ademar Leal, os indicadores revelam um setor preparado para continuar expandindo sua participação na economia estadual. “Os números mostram um setor que mantém investimentos em tecnologia e reflete esses avanços em produtividade acima da média e ampliação de mercados. Com a expectativa de estabilidade para a próxima safra, Goiás demonstra capacidade de manter o crescimento da cadeia e ampliar investimentos na industrialização voltada à produção de etanol, açúcar e bioenergia no estado”, conclui o secretário.

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