Safra de tomate em Goianápolis enfrenta avanço de pragas e preocupa produtores em 2026

Cultivo registra perdas de qualidade e redução no tamanho dos frutos após meses de desafios climáticos e aumento da pressão de insetos nas lavouras

Safra de tomate em Goianápolis enfrenta avanço de pragas e preocupa produtores em 2026

A safra de tomate em Goianápolis atravessa um período de dificuldades em 2026. Produtores do município goiano convivem com o aumento de doenças e pragas que vêm afetando diretamente o desempenho das lavouras. O cenário já impacta a qualidade dos frutos e limita o potencial produtivo em uma das principais regiões produtoras do país.

Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que as condições climáticas registradas no início do ano criaram um ambiente favorável para a disseminação de problemas fitossanitários. Entre janeiro e fevereiro, o volume elevado de chuvas intensificou a presença de bactérias nas plantações, provocando prejuízos que seguem sendo sentidos pelos agricultores.

A principal preocupação nesse período foi a mancha-bacteriana, causada pela bactéria Xanthomonas. A doença provoca lesões nas folhas dos tomateiros, reduzindo a capacidade produtiva das plantas. Além disso, também deixa marcas nos frutos, comprometendo a aparência comercial e dificultando a venda da produção.

Outro efeito provocado pelas chuvas foi a lixiviação dos nutrientes presentes no solo. Segundo informações obtidas pelo Cepea junto a agentes do setor, o processo reduziu a disponibilidade de elementos essenciais para o desenvolvimento das plantas, resultando em tomates menores e com padrão inferior ao normalmente esperado pelos produtores.

Safra de tomate em Goianápolis enfrenta novo desafio após período chuvoso

Com a chegada de abril e a diminuição das precipitações, os problemas mudaram de perfil. A redução da umidade abriu espaço para o avanço de diferentes pragas, elevando os custos de manejo e exigindo atenção constante dos agricultores.

Entre os principais focos registrados nas áreas de cultivo estão as moscas branca e minadora, além da broca e da Helicoverpa armigera. Esta última tem provocado danos importantes ao perfurar folhas e frutos, comprometendo tanto a qualidade quanto o valor comercial dos tomates colhidos.

Diante do histórico recente de problemas sanitários, muitos produtores decidiram investir em variedades com tolerância ao geminivírus. A estratégia busca reduzir perdas associadas a uma doença que vinha causando transtornos frequentes em temporadas anteriores e exigindo maior controle nas propriedades.

Mesmo com a adoção dessas variedades, a safra de tomate em Goianápolis continua sentindo os efeitos da pressão exercida pelas pragas no campo. O resultado aparece diretamente nos indicadores de produtividade observados ao longo do ciclo atual.

Colheitas devem ganhar ritmo a partir de agosto

De acordo com os dados do setor, a produtividade média registrada na região está em torno de 300 caixas por mil plantas. O desempenho foi impactado principalmente pelos problemas fitossanitários enfrentados ao longo da temporada.

Apesar dos desafios acumulados desde o início do ano, os produtores acompanham a evolução das lavouras e se preparam para uma fase mais intensa de retirada dos frutos. A previsão é que o volume de colheitas aumente gradualmente a partir de agosto, movimentando a cadeia produtiva local.

A safra de tomate em Goianápolis segue como um dos temas centrais para o agronegócio regional em 2026. O comportamento das pragas, as condições climáticas dos próximos meses e o desempenho das áreas cultivadas serão determinantes para os resultados finais da temporada.

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