Estado aparece entre os líderes nacionais do confinamento bovino e acompanha avanço tecnológico que transforma a produção de carne no país
A pecuária de Goiás deve encerrar 2026 com cerca de 1,4 milhão de bovinos confinados, mantendo o estado entre os principais polos da produção intensiva de carne bovina no Brasil. A projeção integra os resultados preliminares do Censo de Confinamento 2026, divulgado pela dsm-firmenich, e aponta crescimento de 2% na atividade em comparação com o ano anterior. O desempenho acompanha a expansão nacional do setor, que segue em ritmo de alta.
Os números indicam que o confinamento de bovinos em Goiás continua ocupando posição estratégica dentro da cadeia pecuária brasileira. O levantamento estima que o país alcance 9,78 milhões de animais confinados em 2026, estabelecendo um novo recorde. O volume representa aumento de 5,7% sobre as 9,25 milhões de cabeças registradas em 2025, evidenciando o avanço da atividade em diferentes regiões produtoras.
Entre os estados com maior participação no confinamento nacional, Goiás figura ao lado de Mato Grosso, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Juntos, esses mercados concentram aproximadamente 70% de todos os animais terminados em sistemas intensivos no país. O cenário demonstra a relevância dessas regiões para o abastecimento da indústria da carne bovina.
De acordo com os dados apresentados pela companhia, Mato Grosso lidera o ranking nacional, com cerca de 2,4 milhões de cabeças confinadas. Na sequência aparecem São Paulo e Goiás, ambos próximos da marca de 1,4 milhão de animais. O resultado destaca a capacidade dos produtores goianos de incorporar técnicas modernas voltadas ao aumento da produtividade e ao melhor aproveitamento dos recursos disponíveis.
Especialistas apontam que o crescimento da atividade está ligado à profissionalização crescente das fazendas. O modelo de confinamento vem sendo adotado de forma cada vez mais estruturada, apoiado por ferramentas de gestão, monitoramento de desempenho e análise de indicadores produtivos. Esse movimento tem contribuído para elevar a eficiência das operações.
O presidente de Nutrição e Saúde Animal para a América Latina da dsm-firmenich, Luiz Fernando Magalhães, destaca essa mudança no perfil da atividade. Segundo ele, “o confinamento deixou de ser uma alternativa estratégica para se tornar uma atividade cada vez mais estruturada, apoiada por gestão, tecnologia e análise de dados”.
Além do censo, a empresa também divulgou resultados do Tour de Confinamento 2025, realizado em propriedades de diferentes regiões brasileiras. O estudo identificou ganho médio de 7,22 arrobas por animal em ciclos de 98 dias. O levantamento mostrou ainda retorno médio sobre investimento de 16,31%, com algumas operações alcançando até 26,8%.
Os indicadores ajudam a explicar por que o confinamento de bovinos em Goiás e em outras regiões produtoras segue atraindo investimentos. Em um ambiente cada vez mais competitivo, ganhos de produtividade e melhor controle dos custos tornaram-se fatores decisivos para a rentabilidade das propriedades.
Outro movimento observado no setor é o crescimento das ferramentas digitais voltadas à gestão pecuária. Atualmente, plataformas de monitoramento acompanham aproximadamente 1,4 milhão de animais distribuídos em mais de 400 confinamentos pelo país. A utilização desses sistemas permite acompanhamento detalhado de desempenho, nutrição e resultados econômicos.
A tendência apontada pela companhia é de ampliação do uso de soluções baseadas em inteligência artificial e pecuária de precisão. Essas tecnologias oferecem respostas mais rápidas aos produtores e ajudam na tomada de decisões relacionadas ao manejo, desempenho dos animais e planejamento financeiro.
Com um dos maiores rebanhos bovinos do Brasil, Goiás acompanha essa transformação e amplia sua participação em uma atividade cada vez mais orientada por dados. O avanço do confinamento demonstra a capacidade de adaptação do setor às novas exigências do mercado e ao uso crescente de inovação dentro das propriedades rurais.
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