Atividade registra segunda queda seguida, enquanto transportes e turismo seguem entre os segmentos com pior desempenho
O setor de serviços em Goiás voltou a registrar retração em maio e manteve o cenário de desaceleração observado desde o início de 2026. Dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgados pelo IBGE, mostram que o volume de serviços caiu 0,1% em relação a abril, já com ajuste sazonal. Na comparação com maio de 2025, o recuo foi ainda maior, de 2,8%, fazendo com que o acumulado do ano permaneça negativo em 1,9%. Apesar disso, o indicador dos últimos 12 meses ainda apresenta leve avanço de 0,3%.
O novo resultado marca a segunda queda consecutiva do setor de serviços em Goiás, depois da alta registrada em março. O desempenho acompanha o movimento nacional, onde o setor também perdeu força em maio, com retração de 0,4% frente ao mês anterior. No Brasil, entretanto, o cenário anual segue positivo, sustentado pelo crescimento acumulado nos últimos meses, enquanto Goiás enfrenta um ritmo de recuperação mais lento.
O levantamento evidencia que a desaceleração atingiu diferentes segmentos da economia estadual, mas alguns setores concentraram a maior parte das perdas. Entre eles, o transporte voltou a exercer forte influência negativa sobre o resultado geral, enquanto serviços ligados à tecnologia, comunicação e atendimento às famílias também contribuíram para o desempenho abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.
Ao comparar o desempenho entre as unidades da Federação, Goiás ficou entre os 18 estados que registraram retração em maio. Ainda assim, a queda foi menos intensa que a média nacional no indicador mensal, embora estados como Acre e Alagoas tenham apresentado os melhores resultados do período, enquanto Piauí e Amapá lideraram as maiores perdas.
O principal impacto negativo veio do segmento de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que recuou 5,1% em relação a maio de 2025. O setor acumula agora seis meses consecutivos de retração, refletindo o desempenho de atividades como transporte rodoviário de cargas e passageiros, operações aéreas, armazenagem, serviços postais e logística. No acumulado de 2026, a queda chega a 6,3%, enquanto o resultado dos últimos 12 meses permanece negativo em 1,4%.
Outro segmento que pesou sobre o resultado foi o de Serviços de informação e comunicação, que apresentou retração de 4,0% na comparação anual. A atividade reúne empresas de telecomunicações, tecnologia da informação, produção audiovisual, edição e agências de notícias. Após uma sequência de 12 meses de resultados positivos, o grupo voltou a registrar perdas pelo segundo mês consecutivo.
Também permaneceram em baixa os Serviços prestados às famílias, que incluem hospedagem, alimentação e outras atividades voltadas ao consumo. O setor caiu 2,2% frente ao mesmo período do ano anterior e chegou ao 11º mês seguido de retração, acumulando recuo de 4,3% em 12 meses.
Na direção oposta, apenas dois grupos encerraram maio com crescimento. Os Serviços profissionais, administrativos e complementares avançaram 3,2%, enquanto Outros serviços registraram alta de 3,0%, impulsionando parcialmente o desempenho do setor de serviços em Goiás, mas sem alterar o resultado final do indicador.
O levantamento do IBGE também mostrou piora nas atividades turísticas do estado. Depois de dois meses consecutivos de crescimento, o turismo voltou a recuar e apresentou queda de 0,3% em maio na comparação com abril. Em relação ao mesmo mês de 2025, a retração foi de 3,6%. Com isso, o segmento acumula perdas de 4,4% no ano e de 4,1% nos últimos 12 meses.
O desempenho estadual acompanhou a tendência observada no restante do país. O índice nacional das atividades turísticas caiu 0,4% no período, interrompendo parte do avanço registrado em abril. Entre os locais pesquisados, 13 dos 17 acompanhados pelo IBGE apresentaram retração, com Pará e Alagoas liderando as maiores quedas, enquanto Minas Gerais e o Distrito Federal registraram os melhores resultados do mês.
Segundo o IBGE, a Pesquisa Mensal de Serviços acompanha o comportamento conjuntural do setor ao analisar a receita bruta de empresas formalmente constituídas com 20 ou mais pessoas ocupadas, cuja atividade principal é a prestação de serviços não financeiros, excluindo as áreas de saúde e educação. O levantamento divulgado em 15 de julho de 2026 oferece um retrato atualizado da evolução do setor de serviços em Goiás e do restante do país.
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