IPCA desacelera em Goiânia, mas inflação segue acima da média nacional em junho

Capital registra alta de 0,26% no mês, enquanto energia elétrica pressiona preços e alimentos ajudam a conter o índice

IPCA desacelera em Goiânia, mas inflação segue acima da média nacional em junho

A inflação em Goiânia perdeu força em junho, mas permaneceu acima da média nacional pelo terceiro mês consecutivo. O IPCA avançou 0,26%, abaixo dos 0,77% registrados em maio. Ainda assim, o resultado ficou superior ao índice brasileiro, que fechou o mês em 0,16%. No acumulado de 2026, a capital soma alta de 3,51%, enquanto a variação dos últimos 12 meses chegou a 5,41%.

O desempenho do indicador mostra que a desaceleração foi impulsionada principalmente pela queda dos preços de alimentos consumidos em casa e dos combustíveis. Mesmo assim, aumentos em despesas essenciais, especialmente na conta de energia elétrica, impediram uma redução ainda maior da inflação em Goiânia. O levantamento foi divulgado pelo IBGE e reúne informações sobre o comportamento dos preços pagos pelas famílias na capital.

Os grupos de Alimentação e bebidas e Transportes foram os únicos a apresentar recuo em junho. A alimentação caiu 0,38%, enquanto os transportes recuaram 0,06%. Como ambos possuem peso elevado na composição do índice, tiveram participação decisiva no resultado do mês.

Entre os alimentos, produtos importantes para o orçamento doméstico ficaram mais baratos. Houve redução nos preços de frutas, tomate, frango inteiro, leite longa vida e café moído. Em sentido contrário, o feijão-carioca voltou a subir e acumula alta de 64,12% no primeiro semestre de 2026, após seis aumentos consecutivos.

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Inflação em Goiânia tem energia elétrica como principal pressão

Enquanto alimentos e combustíveis aliviaram o orçamento das famílias, a habitação exerceu forte influência sobre o índice de junho. O grupo apresentou alta de 1,22%, impulsionado pelo aumento de 2,88% na energia elétrica residencial, que voltou a subir após dois meses consecutivos de queda. Nos últimos 12 meses, a tarifa acumula avanço de 15,55% na capital.

Nos transportes, o recuo dos combustíveis ajudou a conter a inflação em Goiânia. O etanol caiu 5,94%, enquanto a gasolina registrou redução de 0,51%. Em compensação, alguns itens apresentaram forte aumento, como as passagens aéreas, que subiram 14,55%, além dos automóveis novos, com alta de 1,40%.

Entre as 16 localidades pesquisadas pelo IBGE, Brasília apresentou a maior inflação mensal, com 0,52%, seguida por São Luís, com 0,43%. Já os menores índices foram registrados em Recife, com queda de 0,04%, e São Paulo, onde houve recuo de 0,03%. Goiânia ficou na oitava posição do ranking nacional, acima da média brasileira.

INPC indica maior impacto para famílias de menor renda

O levantamento também mostrou que o INPC, índice voltado às famílias com renda de até cinco salários mínimos, avançou 0,27% em Goiânia, resultado ligeiramente superior ao IPCA de junho. Isso indica que a inflação atingiu de forma um pouco mais intensa os consumidores de menor renda durante o período analisado.

Apesar disso, no acumulado de 12 meses o INPC da capital ficou em 5,25%, abaixo dos 5,41% registrados pelo IPCA. Em todo o país, o indicador teve alta de 0,14% em junho e acumula 4,33% nos últimos 12 meses.

Outro dado divulgado pelo IBGE aponta avanço expressivo nos custos da construção civil em Goiás. O Sinapi registrou alta de 1,56% em junho, a maior desde janeiro de 2026. O índice acumula crescimento de 5,57% no ano e de 7,10% em 12 meses. O custo médio da construção chegou a R$ 1.958,33 por metro quadrado no estado.

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