Novo título do Tesouro Direto chega com rendimento ligado à Selic, acesso simplificado e foco em quem busca reserva de emergência
Investidores brasileiros passaram a contar nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026, com uma nova opção de aplicação no Tesouro Direto. Batizado de Tesouro Reserva, o título foi lançado em São Paulo com promessa de facilitar o acesso de pequenos investidores ao mercado público de renda fixa. A principal novidade está no valor mínimo de entrada, fixado em apenas R$ 1, além da possibilidade de negociação em qualquer horário, todos os dias da semana.
O produto foi desenvolvido em parceria pela Secretaria do Tesouro Nacional, pela B3 e pelo Banco do Brasil. O rendimento seguirá a taxa básica de juros, a Selic, modelo já conhecido entre investidores conservadores que priorizam previsibilidade e liquidez. A proposta do governo é aproximar pessoas que ainda não investem de produtos financeiros considerados seguros e acessíveis.
Durante o lançamento realizado na Arena B3, na capital paulista, o secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, explicou como o novo modelo funcionará na prática. “Na prática, ele é exatamente igual ao investimento de outros títulos. Ele só vai ter um ticket inicial, um investimento mínimo menor, que é de R$ 1. A diferença é que ele funciona 24 horas por dia, sete dias por semana”, afirmou.
A estratégia mira principalmente quem deseja criar uma reserva de emergência sem precisar de grandes aportes iniciais. O formato também busca atender investidores iniciantes, que costumam encontrar dificuldades para acessar produtos financeiros tradicionais ou têm receio de oscilações no mercado.
Em um primeiro momento, o Tesouro Reserva estará disponível apenas para os cerca de 80 milhões de correntistas do Banco do Brasil. A expectativa é que outras instituições financeiras passem a oferecer o título após a fase inicial de testes operacionais. As movimentações serão feitas diretamente pelo aplicativo Investimentos BB.
Os aportes e resgates ocorrerão por meio de transferências via PIX, ampliando a rapidez das operações. Outro diferencial importante anunciado pelo Tesouro Nacional envolve a ausência de marcação a mercado. Na prática, isso significa que o título não sofrerá oscilações diárias causadas pelas variações das taxas de juros negociadas no mercado financeiro.
Esse formato tende a atrair investidores que buscam estabilidade no saldo aplicado. Diferentemente de outros papéis públicos, o Tesouro Reserva não exibirá mudanças constantes no valor investido ao longo do tempo, característica que costuma gerar insegurança entre iniciantes.
A movimentação faz parte da tentativa do governo federal de ampliar a presença da população no mercado de títulos públicos. O Tesouro Direto vem registrando crescimento nos últimos anos, impulsionado principalmente pelo avanço dos investimentos digitais e pela popularização de aplicativos financeiros.
As regras tributárias seguirão o padrão já utilizado nos demais títulos do Tesouro Direto. O Imposto de Renda será cobrado apenas sobre os ganhos obtidos no investimento, sempre no momento do resgate ou no vencimento do título. As alíquotas permanecem regressivas, diminuindo conforme o tempo da aplicação.
Já os investidores que retirarem os recursos em até 30 dias poderão pagar Imposto sobre Operações Financeiras, o IOF. Nesse caso, a cobrança também segue tabela regressiva e deixa de existir após o prazo de 30 dias.
Segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, todo o recolhimento dos tributos ocorrerá automaticamente pela instituição financeira responsável pela operação. O investidor não precisará gerar guias ou realizar pagamentos adicionais separadamente.
O limite mensal para aplicações será de R$ 500 mil por investidor, sem restrições para resgates. A medida busca permitir desde pequenos aportes até aplicações de maior volume, mantendo o foco em praticidade e acesso facilitado ao investimento público.
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