Modernização das operações da CRV Industrial e da Rubi S.A. aposta em caminhões Euro 6, colhedoras de última geração e soluções sustentáveis nas unidades industriais
A corrida por operações mais sustentáveis no setor sucroenergético tem acelerado investimentos em inovação no interior de Goiás e Minas Gerais. A CRV Industrial e a Rubi S.A. passaram a ampliar a modernização de suas operações com foco em eficiência, redução de poluentes e renovação tecnológica da frota utilizada no campo e no transporte.
As empresas adotaram caminhões equipados com a tecnologia Euro 6, considerada uma das principais referências mundiais em controle de emissões atmosféricas. O movimento acompanha a pressão crescente do mercado por práticas ambientais responsáveis e por operações alinhadas às exigências de sustentabilidade no agronegócio brasileiro.
Outro investimento importante envolve a chegada de novas colhedoras de cana da CASE. Os equipamentos são pioneiros na utilização de motores com sistema de alimentação Arla 32, tecnologia desenvolvida para diminuir a emissão de óxidos de nitrogênio durante as atividades agrícolas.
A utilização do Arla 32 também está presente nos novos caminhões incorporados à frota das usinas. A solução contribui diretamente para reduzir a liberação de gases poluentes, especialmente o NOx, apontado como um dos principais agentes da poluição atmosférica produzida pela combustão de motores movidos a diesel.
Além da modernização da frota rodoviária, as usinas têm direcionado recursos para equipamentos agrícolas de última geração. O objetivo é aumentar a produtividade das operações sem ampliar os impactos ambientais provocados pelas atividades no campo.
Nas unidades industriais, os investimentos também incluem sistemas voltados à eficiência energética e ao conforto térmico dos ambientes de trabalho. Entre as medidas implantadas está o uso de motores elétricos de alta eficiência, capazes de reduzir a geração de calor durante o funcionamento das operações industriais.
A iniciativa ajuda a diminuir a temperatura interna das unidades e melhora as condições de trabalho dos colaboradores. Ao mesmo tempo, reduz a dissipação de calor para a atmosfera, um dos desafios enfrentados pelas indústrias de grande porte.
Outro avanço adotado pelas empresas está nos sistemas de controle de emissão de particulados instalados nas chaminés industriais. A tecnologia permite monitoramento constante das emissões atmosféricas e garante um controle mais rigoroso sobre os resíduos liberados durante o processo produtivo.
O tema ganhou destaque durante a participação de Cristian Leite, gerente corporativo de Suprimentos das usinas, no evento nacional “Volvo Extreme”. O encontro foi realizado nos dias 13 e 14, na fábrica da Volvo, em São José dos Pinhais, no Paraná.
O evento reuniu executivos, clientes e fornecedores da montadora para apresentar novos caminhões, máquinas e soluções voltadas à transição energética no transporte pesado. Entre os modelos apresentados estava o caminhão Volvo movido a B100, combustível produzido à base de biodiesel.
Também foram exibidos modelos flexíveis preparados para operar com biodiesel puro ou misto. As alternativas vêm sendo observadas pelo setor sucroenergético como caminhos viáveis para reduzir emissões de carbono e ampliar o uso de combustíveis renováveis no transporte agrícola.
A participação da CRV Industrial e da Rubi S.A. ocorreu a convite da concessionária Volvo Suécia, representante da marca em Goiás e Minas Gerais. A empresa fornece caminhões, máquinas e peças para as operações das usinas nos dois estados.
Durante o encontro, Cristian Leite esteve acompanhado de Yuri, gerente de pós-venda da Volvo Suécia em Goiânia, e de Fabrício, gerente comercial da concessionária. O executivo também participou de reuniões com Alcides Cavalcanti, diretor executivo de Caminhões da Volvo no Brasil.
Segundo Cristian Leite, os investimentos em tecnologias limpas fazem parte de uma estratégia voltada à modernização sustentável das operações agrícolas e industriais do grupo. “A escolha de fornecedores e marcas que estão na vanguarda dessas tecnologias reforça o compromisso do grupo com operações cada vez mais eficientes e sustentáveis”, destacou.
A busca por soluções de baixo impacto ambiental tem se tornado uma das prioridades do agronegócio brasileiro. O avanço de máquinas menos poluentes, combustíveis renováveis e sistemas de controle ambiental vem transformando a rotina das usinas e ampliando a competitividade do setor sucroenergético.
Com operações em Carmo do Rio Verde, Capinópolis, Rubiataba e Uruaçu, as empresas apostam na combinação entre inovação tecnológica e responsabilidade ambiental para atender às novas demandas do mercado e reduzir impactos nas operações do campo à indústria.
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