Encontro da CNI reuniu lideranças e pré-candidatos para discutir competitividade, inovação e futuro econômico
Em um movimento voltado ao futuro da economia nacional, a defesa da reindustrialização do Brasil ganhou destaque durante um encontro promovido pela Confederação Nacional da Indústria em Brasília, na segunda-feira 22 de junho de 2026. O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha, levou ao debate a necessidade de ampliar a competitividade e elevar a produtividade das empresas brasileiras em meio a desafios estruturais do setor produtivo.
O dirigente foi direto ao apontar o principal obstáculo enfrentado pela indústria. Segundo ele, o país precisa acelerar mudanças profundas para recuperar sua força produtiva. “Um dos grandes desafios da indústria brasileira é reindustrializar o Brasil, melhorar a competitividade e a produtividade das indústrias e das empresas brasileiras”, afirmou.
O encontro reuniu representantes do setor produtivo de diversas regiões do país e pré-candidatos à Presidência da República, entre eles Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Flávio Bolsonaro. O debate percorreu temas como desenvolvimento econômico, inovação tecnológica, infraestrutura, qualificação profissional e ambiente de negócios no país.
Na abertura, o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Ricardo Alban, apresentou o documento Construindo o Brasil 2050. O material reúne propostas construídas com federações industriais e entidades do setor, com foco em produtividade, investimentos e crescimento sustentável da economia brasileira.
Para André Rocha, a reindustrialização do Brasil não é apenas uma diretriz econômica, mas um caminho estratégico para ampliar oportunidades e fortalecer regiões. Ele destacou que o avanço industrial tem impacto direto na geração de empregos e na formação profissional, elementos essenciais para o desenvolvimento equilibrado do país.
“O Brasil precisa crescer, distribuir renda e ampliar oportunidades. A indústria tem papel importante nesse processo porque gera empregos de melhor qualidade, incentiva a capacitação profissional e contribui para o desenvolvimento das regiões”, afirmou o presidente da Fieg durante o evento.
O debate em Brasília também evidenciou a preocupação com a dependência externa em setores estratégicos. Lideranças industriais defenderam que o país precisa avançar na produção local para reduzir vulnerabilidades e ampliar sua autonomia econômica em áreas sensíveis da cadeia produtiva.
Nesse contexto, a pauta da reindustrialização do Brasil foi tratada como prioridade para reposicionar o país no cenário global. A discussão incluiu a necessidade de políticas públicas que favoreçam inovação, infraestrutura eficiente e segurança jurídica para investimentos de longo prazo.
Ao aprofundar o debate, André Rocha destacou setores considerados estratégicos para o futuro da economia brasileira. Entre eles estão fertilizantes, insumos farmacêuticos, semicondutores e resinas plásticas, áreas que ainda dependem fortemente de importações.
Segundo ele, ampliar a produção interna nesses segmentos é essencial para fortalecer a indústria nacional e garantir maior estabilidade econômica. A reindustrialização do Brasil aparece, nesse cenário, como uma resposta direta à necessidade de reduzir gargalos produtivos e elevar a competitividade.
O encontro em Brasília reforçou ainda a importância de articulação entre setor produtivo e governo para destravar investimentos e modernizar a base industrial. O diagnóstico apresentado aponta que o crescimento sustentável passa por inovação, qualificação de mão de obra e integração das cadeias produtivas.
A agenda discutida pela CNI e pelas lideranças industriais projeta um ambiente de transformação gradual, no qual a indústria assume papel central na retomada do crescimento econômico e na geração de empregos de maior qualidade.
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