A produção industrial de Goiás registrou crescimento de 3,9% em maio de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado superou a média nacional, que avançou apenas 0,2% no mesmo intervalo, e colocou o estado entre os destaques da indústria brasileira no período.
O desempenho positivo integra uma trajetória de recuperação da indústria goiana ao longo de 2026. De acordo com o levantamento, o estado saiu de uma retração de 0,7% no primeiro trimestre para uma expansão de 4,7% no bimestre formado por abril e maio, sempre na comparação com os mesmos períodos de 2025. No acumulado do ano, o crescimento da produção física chega a 1,8%, enquanto nos últimos 12 meses encerrados em maio a alta soma 2,7%.
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O avanço de 3,9% registrado em maio foi sustentado por oito dos 13 segmentos acompanhados pelo IBGE no estado. O destaque ficou por conta da fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, com salto de 131,2%, seguida pela fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, que cresceu 82,4%.
Também tiveram desempenho relevante a fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (alta de 28,5%), a fabricação de produtos de minerais não metálicos (13,1%), a indústria farmoquímica e farmacêutica (8,4%), a fabricação de celulose, papel e produtos de papel (7,7%), a metalurgia (4,3%) e as indústrias extrativas (3,1%).
A indústria de transformação, isoladamente, cresceu 4,0% na comparação com maio de 2025. Entre os itens que mais influenciaram o resultado estão o álcool etílico, o biodiesel e os automóveis movidos a gasolina, álcool ou flex, produtos ligados diretamente ao polo automotivo e sucroalcooleiro do estado.
Na comparação entre abril e maio deste ano, a produção industrial goiana cresceu 0,7%. O número chama atenção porque, no mesmo período, a indústria nacional recuou 0,2%, primeiro resultado negativo do indicador em 2026, segundo o IBGE. Com o avanço mensal, Goiás passou a figurar entre os seis estados brasileiros que registraram crescimento na passagem de abril para maio, em um cenário de desaceleração generalizada do setor no país.
Além da comparação mês a mês, o IBGE também calcula a variação por meio da média móvel trimestral, que suaviza oscilações pontuais da série. Nesse recorte, a produção industrial goiana teve alta de 2,1% no trimestre encerrado em maio, frente ao trimestre imediatamente anterior, conforme a série com ajuste sazonal divulgada pelo instituto.
Os números fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), produzida pelo IBGE desde o início da década de 1970, quando os primeiros indicadores cobriam 110 produtos e cerca de mil informantes. Atualmente, a pesquisa acompanha a produção física da indústria nacional e de 17 unidades da federação com participação mínima de 0,5% no Valor da Transformação Industrial apurado pela Pesquisa Industrial Anual, entre elas Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Bahia. Os dados referentes a maio de 2026 foram divulgados pelo instituto em 10 de julho e atualizados em 13 de julho.
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