Estado alcança o segundo melhor desempenho para junho desde o início da série histórica, impulsionado pela soja e pela carne bovina
As exportações de Goiás fecharam junho com US$ 1,42 bilhão, alcançando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho ficou atrás apenas do recorde registrado em 2022, quando o Estado somou US$ 1,44 bilhão. O levantamento faz parte da Balança Comercial divulgada pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) na terça-feira, 7 de julho.
Além do forte avanço nas vendas ao exterior, Goiás encerrou o mês com superávit de US$ 813,3 milhões. As importações totalizaram US$ 606,9 milhões, enquanto a corrente de comércio chegou a US$ 2,03 bilhões, também representando o segundo melhor resultado da série histórica iniciada em 2017. Os indicadores mostram um período de intensa movimentação econômica e mantêm as exportações de Goiás entre os principais destaques do comércio exterior brasileiro.
O resultado foi impulsionado principalmente pelo ritmo contínuo de embarques da safra recorde de soja 2025/2026. A ampla oferta do grão ampliou a capacidade exportadora do Estado, mesmo após o período de maior volume da colheita. Ao mesmo tempo, a procura internacional por proteínas animais permaneceu aquecida, favorecendo o crescimento das vendas de carne bovina produzida em Goiás.
A combinação entre produção agrícola elevada, valorização de commodities e demanda externa garantiu receitas expressivas ao Estado. A recuperação dos preços internacionais da soja e de seus derivados também contribuiu para elevar o faturamento das exportações, mesmo com a desaceleração natural dos embarques nesta fase do calendário agrícola.
A pauta exportadora continuou liderada pela soja, que respondeu por US$ 647,4 milhões em vendas externas. Na sequência apareceram a carne bovina, com US$ 202,2 milhões, e os sulfetos de cobre, responsáveis por US$ 80,7 milhões. O desempenho evidencia a importância da agroindústria e da mineração para a economia estadual e para a geração de divisas internacionais.
Entre os principais mercados compradores, a China permaneceu na liderança ao absorver praticamente metade de tudo o que Goiás exportou em junho. Logo depois aparecem Espanha e Estados Unidos, destinos que também ampliaram a participação nas vendas dos produtos goianos.
No lado das compras internacionais, os produtos imunológicos lideraram as importações, acompanhados pelos veículos automotores e pelos cloretos de potássio. Segundo o CIN, esse movimento acompanha tanto a demanda da indústria farmacêutica instalada no Estado quanto a necessidade crescente de insumos destinados ao agronegócio e ao setor industrial.
O levantamento também destaca que as importações alcançaram o maior valor da série histórica para um mês de junho. Conforme a análise do CIN, o avanço não representa um sinal negativo, já que boa parte das compras externas foi destinada a bens intermediários, fertilizantes, medicamentos e equipamentos produtivos, fatores ligados ao aumento da atividade econômica e à ampliação da capacidade produtiva dos principais segmentos industriais e agroindustriais goianos.
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