Rio Verde supera Anápolis e se torna a 2ª maior economia de Goiás com PIB de R$ 22,3 bilhões

Município impulsionado pelo agronegócio ultrapassa Anápolis no ranking do PIB divulgado pelo IBGE referente a 2023

Rio Verde supera Anápolis e se torna a 2ª maior economia de Goiás com PIB de R$ 22,3 bilhões

Rio Verde assumiu a segunda posição entre as maiores economias de Goiás, de acordo com os dados do Produto Interno Bruto (PIB) dos Municípios referentes a 2023, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O município alcançou um PIB de R$ 22,3 bilhões, ultrapassando Anápolis, que ocupava a vice-liderança até então. O resultado reflete o desempenho econômico da cidade, impulsionado principalmente pelo agronegócio e pelas atividades industriais ligadas ao setor.

A atualização do ranking estadual também evidencia mudanças entre os principais centros econômicos goianos. Enquanto Goiânia manteve a liderança com ampla vantagem, Aparecida de Goiânia avançou para a terceira colocação e Anápolis caiu para o quarto lugar, mesmo registrando crescimento em relação ao ano anterior. Os dados integram a pesquisa anual do IBGE, utilizada como referência para medir a atividade econômica dos municípios brasileiros.

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Como ficou o ranking das maiores economias de Goiás?

O levantamento do IBGE mostra uma nova configuração entre os municípios com maior participação na economia goiana. A classificação de 2023 ficou da seguinte forma:

  1. Goiânia: R$ 75,7 bilhões
  2. Rio Verde: R$ 22,3 bilhões
  3. Aparecida de Goiânia: R$ 20,8 bilhões
  4. Anápolis: R$ 20,4 bilhões

A liderança permanece com Goiânia, que registrou crescimento de 14,34% entre 2022 e 2023, o maior índice entre os principais municípios do estado. A capital continua sendo a maior economia de Goiás e a segunda maior do Centro-Oeste, atrás apenas de Brasília.

O que explica o avanço de Rio Verde?

O crescimento de Rio Verde está diretamente ligado à força do agronegócio, atividade que movimenta grande parte da economia local. O município é reconhecido nacionalmente pela produção de soja, milho, sorgo e proteína animal, além de concentrar importantes indústrias de processamento de alimentos, fertilizantes, biocombustíveis e insumos agrícolas.

Esse ambiente produtivo gera impacto em diferentes segmentos da economia, incluindo logística, transporte, comércio, armazenagem e prestação de serviços. A diversificação da cadeia agroindustrial contribui para ampliar a geração de riqueza no município e fortalecer sua participação no PIB estadual.

Segundo dados do próprio IBGE e de órgãos como o Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB), Goiás figura entre os principais estados brasileiros na produção agropecuária, cenário que favorece municípios com forte presença do setor.

Por que Anápolis perdeu posições?

Embora Anápolis tenha registrado crescimento econômico, passando de R$ 19,3 bilhões em 2022 para R$ 20,4 bilhões em 2023, a expansão foi inferior à observada em outros municípios goianos.

A cidade manteve participação de 1,8% na economia da Região Centro-Oeste e de 0,2% no PIB nacional, mas acabou sendo ultrapassada por Rio Verde e também por Aparecida de Goiânia no ranking estadual.

Anápolis permanece como um dos principais polos industriais e logísticos de Goiás, concentrando o Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA) e uma das maiores plataformas farmacêuticas do país. Ainda assim, o desempenho de outros municípios foi suficiente para alterar a classificação estadual.

Como o IBGE calcula o PIB dos municípios?

O levantamento faz parte da pesquisa PIB dos Municípios, elaborada pelo IBGE com metodologia integrada ao Sistema de Contas Nacionais e Regionais. O estudo permite comparar o desempenho econômico entre municípios, estados e o Brasil utilizando critérios padronizados.

O Produto Interno Bruto representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos em determinado território durante um ano, sendo considerado um dos principais indicadores para avaliar o tamanho da economia.

Nesta divulgação referente a 2023, o IBGE informou que não apresentou o detalhamento do PIB por setores, como Agropecuária, Indústria, Serviços e Administração Pública. Conforme o instituto, essas informações voltarão a ser disponibilizadas após a implantação da nova série do Sistema de Contas Nacionais, prevista para 2027, com ano-base 2021.

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