Prévia da inflação caiu 0,42% em agosto na capital, mas acumulado de 5,39% é o maior entre as 11 áreas pesquisadas pelo IBGE
Goiânia registrou queda de 0,42% no IPCA-15 de agosto de 2026, mas permaneceu com a maior inflação acumulada em 12 meses entre as 11 áreas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados divulgados nesta quarta-feira, 26 de agosto, mostram alta de 5,39% no período, acima dos 4,24% registrados no país.
A redução dos preços no mês ficou próxima da média brasileira, que apresentou variação de -0,40%. No acumulado do ano, o IPCA-15 em Goiânia chegou a 3,32%, ante 3,09% no Brasil. A diferença entre a inflação acumulada em 12 meses na capital goiana e o índice nacional é de 1,15 ponto percentual.
>> Leia também: Boletim Focus reduz projeção do PIB do Brasil para 1,95% em 2026
Entre as 11 áreas pesquisadas pelo IBGE, Goiânia apresentou o maior IPCA-15 acumulado em 12 meses, de 5,39%. Na sequência aparecem a Região Metropolitana do Recife, com 4,82%, Fortaleza, com 4,75%, e São Paulo, com 4,64%.
Porto Alegre aparece com 4,53%, Rio de Janeiro com 4,36% e Brasília com 4,33%. A média brasileira é de 4,24%. Belém registra 3,88%, Salvador, 3,74%, Belo Horizonte, 3,27%, e Curitiba apresenta o menor acumulado entre as áreas comparadas, com 2,68%.
O grupo Habitação teve papel importante na redução do IPCA-15 de agosto em Goiânia, com queda de 1,71%. A energia elétrica residencial recuou 6,14% no mês.
Outros componentes relacionados à moradia seguiram caminho diferente. O aluguel residencial aumentou 0,34%, enquanto os condomínios tiveram alta de 0,49%. Entre os produtos pesquisados, a água sanitária subiu 2,09% e o desinfetante, 1,42%.
Apesar da redução da conta de luz em agosto, a energia elétrica residencial acumula alta de 20,72% em 12 meses em Goiânia, quase o triplo dos 7,39% registrados no país. No mesmo período, o grupo Habitação apresenta avanço de 10,15% na capital.
>> Leia também: IPCA desacelera em Goiânia, mas inflação segue acima da média nacional em junho
A alimentação consumida dentro de casa também contribuiu para a redução dos preços. O subgrupo Alimentação no domicílio caiu 0,91% em agosto, influenciado principalmente por tubérculos, raízes e legumes, que tiveram recuo de 19,91%.
Entre os produtos com as maiores quedas, a batata-inglesa ficou 27,62% mais barata em agosto. O tomate recuou 24,24%, a cenoura, 19,96%, e a cebola, 7,94%.
Nem todos os alimentos, porém, ficaram mais baratos. O leite longa vida subiu 2,25%, o contrafilé avançou 2,04% e o acém teve alta de 1,82%.
Os combustíveis em Goiânia apresentaram redução de 1,79% em agosto. Entre os principais itens pesquisados, a gasolina ficou 1,55% mais barata e o etanol recuou 3,26%. Essas reduções contribuíram para o resultado negativo do grupo Transportes na capital durante o mês.
Mesmo com a queda mensal, Goiânia apresentou o segundo maior aumento acumulado de combustíveis entre as áreas pesquisadas pelo IPCA-15, com alta de 9,65% nos últimos 12 meses. O resultado ficou acima da média nacional, de 4,36%, e atrás apenas de Recife, que registrou 10,75%.
Entre os combustíveis analisados, a gasolina acumula alta de 10,59% em 12 meses em Goiânia. O etanol apresenta aumento de 4,07% e o óleo diesel registra variação acumulada de 12,05% no período.
Os dados do IPCA-15 mostram diferenças entre os grupos de despesas das famílias de Goiânia. Em 12 meses, Educação acumula alta de 6,68%, enquanto Despesas pessoais registra 6,52%. Vestuário chega a 5,85% e Saúde e cuidados pessoais, a 5,62%.
Alimentação e bebidas apresenta avanço de 3,95% no período, enquanto Transportes acumula 4,35%. Artigos de residência registra 0,67% e Comunicação, 1,50%.
O IPCA-15 integra o Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor (SNIPC) e se diferencia do IPCA pelo período de coleta e pela abrangência geográfica. Em geral, os preços considerados são coletados entre o dia 16 do mês anterior e o dia 15 do mês de referência.
O indicador considera famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, independentemente da fonte de renda, residentes nas 11 áreas urbanas pesquisadas: as regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, além do Distrito Federal e do município de Goiânia.
Copyright © 2025 // Todos os direitos reservados.