Produtores rurais poderão apresentar documento em versão eletrônica durante transporte de animais e ovos férteis em todo o estado
O Governo de Goiás anunciou nesta segunda-feira (22/6) uma medida que promete transformar a rotina de quem vive da agropecuária. A partir da publicação da Instrução Normativa nº 2/2026, a Guia de Trânsito Animal (GTA) passa a ser aceita em formato digital durante o transporte de animais vivos, ovos férteis e materiais de multiplicação animal dentro do estado. A novidade foi apresentada em cerimônia no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, em Goiânia, diante de produtores e lideranças políticas.
O governador Daniel Vilela destacou que a iniciativa representa um avanço no uso da tecnologia para simplificar processos e reduzir burocracias. “Estamos trabalhando para reduzir a burocracia e utilizar a tecnologia como aliada do produtor rural”, afirmou. Ao lado dele estavam o secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ademar Leal, e o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, além de representantes do setor.
Durante o evento, Ademar Leal ressaltou que a versão impressa da GTA continua válida, mas agora o produtor pode optar pela praticidade do celular. “É mais uma modernização que estamos entregando. O produtor pode andar apenas com o celular, mas isso se ele quiser porque o papel continua valendo”, disse.
O presidente da Agrodefesa reforçou que Goiás já possui o sistema de defesa agropecuário mais avançado do país, o Sidago, e que a medida amplia a transformação digital dos serviços públicos. “Goiás já tem o sistema de defesa agropecuário mais moderno do país, que é o Sidago, e agora dá mais um passo em direção à transformação digital dos serviços públicos”, afirmou.
O diretor de Defesa Agropecuária da Agrodefesa, Rafael Vieira, explicou que o documento eletrônico pode ser apresentado em diferentes formatos: PDF, print, foto ou QR Code gerado pelo aplicativo Sidago. “O produtor ou transportador pode carregar tanto a versão impressa quanto a digital, sendo que essa versão digital pode ser o arquivo em PDF, um print ou foto do documento ou ainda o QR Code gerado dentro do aplicativo do Sidago, que ele pode baixar no smartphone”, detalhou.
A normativa estabelece que a GTA digital deve conter código de autenticação, estar legível e disponível para visualização imediata em dispositivos móveis. Além disso, precisa permitir a conferência direta junto ao Sidago, garantindo que o documento foi emitido corretamente.
O diretor de Gestão Integrada da Agrodefesa, Renan Willian, destacou que, em caso de falha na versão eletrônica, o fiscal poderá exigir o documento impresso. “Se houver algum tipo de defeito ou falha que impossibilite a conferência correta da versão eletrônica, a versão impressa ainda pode ser exigida pelo fiscal. Isso é necessário para que Goiás mantenha um alto nível de conformidade e segurança. A saúde animal e humana vem em primeiro lugar”, afirmou.
A medida reforça o compromisso do estado em unir tecnologia e segurança, oferecendo mais agilidade ao produtor sem abrir mão da fiscalização rigorosa.
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