Estado teve saldo positivo acima de US$ 1 bilhão impulsionado pela soja, carnes e avanço das vendas de ouro ao mercado internacional
Goiás registrou um novo avanço na balança comercial em abril de 2026 e encerrou o mês com superávit de US$ 1,047 bilhão. O resultado foi puxado pelo forte desempenho das exportações, que somaram US$ 1,473 bilhão, enquanto as importações chegaram a US$ 425,4 milhões, segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (SIC). O desempenho coloca o estado entre os principais polos exportadores do país e mantém o agronegócio como motor da economia goiana.
O principal destaque ficou com o complexo soja, responsável por 66,45% de todas as vendas internacionais realizadas por Goiás no período. O segmento apresentou crescimento de 4,06% em comparação com abril de 2025. Dentro desse grupo, a soja in natura respondeu por 59,39% das exportações estaduais. Também tiveram participação relevante os bagaços e farinhas derivados da soja, com 5,81%, além do óleo de soja, que alcançou 1,24%.
As carnes também tiveram peso expressivo no resultado da balança comercial goiana. O setor respondeu por 15,97% das exportações estaduais em abril, com predominância da carne bovina, que concentrou 12,65% das vendas externas. O levantamento ainda mostra crescimento de setores ligados à mineração e à indústria, ampliando a diversidade da pauta exportadora do estado.
Entre os produtos que ganharam espaço no mercado internacional, o ouro chamou atenção ao registrar crescimento de 32,72% na comparação anual. O metal precioso representou 2,75% das exportações goianas em abril. Também tiveram participação importante as ferroligas, com 5,17%, os minérios de cobre, com 2,76%, além de reatores nucleares e instrumentos mecânicos, responsáveis por 2,34% das vendas externas.
A China permaneceu como o principal destino das exportações de Goiás e concentrou 58,02% das compras internacionais realizadas no período. O cenário mostra a forte dependência do mercado asiático para o escoamento da produção goiana, especialmente de commodities agrícolas. Os Estados Unidos aparecem na sequência, com 5,89%, seguidos pelos Países Baixos, com 4,31%, Paquistão, com 2,96%, e Canadá, com 2,80%.
No ranking nacional, Goiás ocupou a 8ª posição entre os estados que mais exportaram em abril de 2026. Já nas importações, o estado apareceu na 11ª colocação entre os maiores compradores do país. O resultado mantém Goiás em posição estratégica no comércio exterior brasileiro, impulsionado pelo agronegócio, mineração e indústria de transformação.
“Abril confirma a trajetória de crescimento da balança comercial goiana. Ultrapassamos a marca de US$ 1,4 bilhão em exportações e encerramos o mês com superávit acima de US$ 1 bilhão, o que demonstra a competitividade e a maturidade do setor produtivo do nosso Estado. Esse resultado é fruto do compromisso do governador Daniel Vilela com o desenvolvimento econômico, somado ao empenho dos nossos empresários”, destacou o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Joel de Sant’Anna Braga Filho.
Os números das importações também mostram o peso industrial de algumas cidades goianas. Anápolis liderou como principal polo importador do estado, sendo responsável por 41,63% de tudo o que foi adquirido no exterior. Catalão apareceu em seguida, com 28,66%, enquanto Goiânia respondeu por 10,71% das importações registradas em abril.
Entre os países fornecedores, a China manteve a liderança com 27,14% das importações destinadas a Goiás. Os Estados Unidos ficaram na segunda posição, com 9,72%, seguidos por Tailândia, com 8,72%, Japão, com 8,06%, e Suíça, com 7,62%. O fluxo internacional evidencia a forte presença asiática nas relações comerciais do estado.
Os produtos mais importados por Goiás em abril revelam a importância da indústria farmacêutica e automotiva para a economia estadual. Os chamados outros produtos imunológicos lideraram as compras externas, representando 19,71% do total importado. Na sequência aparecem partes e acessórios de carrocerias para veículos automóveis, com 4,42%, além do enxofre a granel, responsável por 3,69% das aquisições internacionais.
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