Empresa goiana começou com cinco a seis funcionários, hoje mobiliza cerca de 60 profissionais entre equipe própria e contratados e executa trabalhos em Goiás e outros estados
Com faturamento anual em torno de R$ 25 milhões, a Tecnobombas chega aos 31 anos de atividade em 2026 mantendo em Goiânia a mesma sede onde iniciou sua história. Especializada em saneamento, equipamentos de bombeamento e manutenção de bombas, motores e sistemas, a empresa também passou a executar obras e projetos que unem fornecimento de equipamentos, construção civil, elétrica e automação.
À frente da companhia está Gilberto Richard Oliveira, que acumula mais de quatro décadas de experiência no setor. Antes de fundar a Tecnobombas, em 1995, ele já havia passado por outras empresas do ramo, deixado temporariamente o segmento e trabalhado em outros estados. O retorno a Goiânia deu origem ao negócio que hoje atua dentro e fora de Goiás.
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“Sou oriundo do ramo de bombeamento desde 2 de janeiro de 1980. Em 1983, mudei para Goiânia e fui sócio de uma empresa. Depois, adquiri a Goiás Motobombas, que já existia e pertencia ao senhor Hermínio Fiorda. Fiquei dez anos com ela”, relembra Gilberto.
Depois desse período, o empresário deixou o setor de bombeamento por cerca de dois anos e meio. Trabalhou primeiro com madeira em São Félix do Xingu, no Pará, e depois passou aproximadamente um ano no Sul de Minas Gerais. A possibilidade de voltar ao segmento surgiu por meio de um antigo contato profissional ligado a um fabricante de equipamentos do Rio de Janeiro. O conselho foi decisivo para que Gilberto retornasse a Goiás.
“Ele falou para mim: ‘Gilberto, volta para o seu ramo. A empresa que você vendeu não está bem’. Então acabei retornando para Goiânia, comprei de volta o que eu tinha vendido e abri outra empresa, que foi a Tecnobombas”, conta.
A liberação da documentação ocorreu em setembro de 1995. Desde então, a empresa funciona na Avenida Anhanguera, no Setor Leste Vila Nova, em Goiânia.
“A empresa começou com cinco ou seis pessoas. Hoje, em Goiânia, temos 17 ou 18. Somando os nossos funcionários com os profissionais contratados para os trabalhos, estamos com cerca de 60 pessoas trabalhando”, afirma o diretor.
Nos primeiros anos, a Tecnobombas concentrava sua atuação principalmente na manutenção e na comercialização de bombas hidráulicas. Aos poucos, a operação incorporou novas áreas e passou a assumir serviços de maior porte.
“A empresa sempre teve como básico a manutenção e a revenda de bombas hidráulicas, para saneamento, esgoto, prédios e uma série de aplicações. Com o passar do tempo, fomos entrando em outros negócios, como fabricação de estação de tratamento de água e estação de tratamento de esgoto”, explica Gilberto.
Cerca de cinco anos depois da abertura, a companhia passou a fortalecer a atuação na manutenção de equipamentos utilizados no saneamento. A comercialização de bombas também ganhou peso dentro da operação.
“Naquela época, nós tínhamos duas distribuições muito fortes, uma de bombas para esgoto e outra voltada para saneamento. Isso deu um impulso muito grande para a empresa”, recorda.
O segmento permaneceu como principal área de atuação nas décadas seguintes, mas a maneira de atender aos clientes mudou. A empresa deixou de fornecer somente o equipamento para agregar diferentes etapas necessárias à instalação e ao funcionamento dos sistemas.
“Os principais produtos ainda são bombas e equipamentos de bombeamento, só que a gente sofisticou. Passamos a comercializar o produto junto com obra civil, fabricação de elevatórias, montagem de comando, automação e uma série de coisas que agregam para entregar o pacote pronto”, diz.

Apesar de manter apenas uma unidade física em Goiânia, a Tecnobombas executa projetos em diferentes regiões do país. Atualmente, segundo Gilberto, há trabalhos realizados ou em andamento em cidades de Goiás, Mato Grosso, Distrito Federal e Acre.
“Nós continuamos somente com a matriz, mas efetuamos trabalhos em Brasília, Rondonópolis, no Mato Grosso, e estamos trabalhando em Mozarlândia, no interior de Goiás. Também estamos trabalhando em Rio Branco, no Acre, fazendo serviços e montagem de bombas verticais”, detalha.
A presença em diferentes localidades não eliminou os serviços de menor porte que acompanham a empresa desde os primeiros anos. A operação inclui desde bombas menores até equipamentos utilizados por indústrias, além do setor de manutenção.
“Temos uma diversificação muito grande, porque também existem muitos negócios pequenos, como venda de bombas menores, bombas médias e bombas para indústria. Nosso setor de manutenção é muito forte e atende uma diversidade muito grande de clientes”, explica.
Mesmo com a variedade de atividades, o saneamento permanece como o principal mercado da empresa.
“O nosso forte continua sendo o saneamento. Quando você fala em saneamento, existe uma quantidade muito grande de serviços e equipamentos envolvidos. É uma área que continua muito importante para nós”, acrescenta Gilberto.

Ao avaliar os momentos que mais transformaram a empresa, Gilberto aponta a qualificação dos profissionais como um dos fatores determinantes. O investimento não ficou restrito aos equipamentos comercializados, mas alcançou também a estrutura utilizada na manutenção e a formação dos trabalhadores.
“O divisor de águas da empresa, para mim, foi a melhora dos nossos funcionários, com mais aplicação, mais cursos e mais conhecimento. Também investimos em bancada de teste para fazer um serviço com mais eficiência e entramos na área de saneamento com equipamento pesado”, afirma.
A especialização permitiu que a Tecnobombas reunisse diferentes atividades dentro de um mesmo projeto. Além de bombas e sistemas hidráulicos, a empresa passou a trabalhar com estruturas necessárias para colocá-los em funcionamento.
“Nós investimos ainda mais na área de saneamento, na fabricação de ETAs, ETEs, reservatórios e montagens, inclusive com a parte elétrica”, explica o empresário.
Hoje, a combinação entre fornecimento de equipamentos, manutenção e execução de serviços representa a principal estrutura do negócio. O resultado financeiro dessa operação coloca o faturamento anual da empresa em aproximadamente R$ 25 milhões.
A história construída ao longo de três décadas também passou a envolver uma segunda geração da família. Os filhos de Gilberto trabalham atualmente na Tecnobombas e ocupam funções ligadas a áreas diferentes da companhia. Um deles atua no setor financeiro e também participa do acompanhamento das obras. O outro ocupa a função de gestor de manutenção. A presença dos dois representa uma transferência gradual da experiência acumulada pelo pai desde o início da carreira no setor, em 1980.
Mais do que uma sucessão imediata, a participação dos filhos permite que o conhecimento técnico, comercial e administrativo acumulado ao longo dos anos seja incorporado à rotina da nova geração. Gilberto continua diretamente envolvido nas atividades da empresa, enquanto os filhos acompanham diferentes partes da operação e ampliam o conhecimento sobre o funcionamento do negócio.
Após três décadas, prioridade é melhorar serviço sem crescer a qualquer custo Para os próximos cinco anos, a estratégia não passa por uma expansão acelerada ou pela abertura de várias unidades. Gilberto considera que o setor em que a companhia atua possui características próprias e que crescer não significa necessariamente aumentar de forma expressiva o tamanho da estrutura.
“Espero que a empresa daqui a cinco anos esteja no mesmo lugar e com a mesma proporção de tamanho. Nosso segmento é um pouco delimitado, ele não tem como ser muito elástico”, avalia.
A prioridade está na qualidade dos serviços, especialmente na manutenção e no suporte oferecido aos clientes.
“Se eu conseguir melhorar a minha área de serviço e de atendimento técnico, eu já fico satisfeito”, completa.
A perspectiva segue a trajetória construída desde 1995. A Tecnobombas saiu de uma operação com cinco ou seis pessoas para uma estrutura que hoje mobiliza aproximadamente 60 profissionais entre funcionários próprios e contratados, atende projetos em diferentes estados e movimenta cerca de R$ 25 milhões por ano.
Para Gilberto, a experiência adquirida durante esse período também está ligada aos desafios enfrentados ao administrar um negócio por mais de três décadas. Outras informações estão disponíveis no site oficial.
“As histórias alegres e as tristes fizeram parte de tudo isso. As dificuldades também serviram para amadurecer a gente”, resume.
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