Fomenta Goiânia injeta R$ 60 milhões e amplia crédito para pequenos negócios na capital

Programa da Prefeitura aposta em juros subsidiados, inclusão produtiva e fortalecimento do empreendedorismo local

Fomenta Goiânia injeta R$ 60 milhões e amplia crédito para pequenos negócios na capital

A Prefeitura de Goiânia anunciou, em 29 de abril de 2026, um novo programa para impulsionar pequenos negócios e ampliar o acesso ao crédito. Batizado de Fomenta Goiânia, o projeto prevê uma movimentação de R$ 60 milhões em quatro anos, com foco em microempreendedores, autônomos e microempresas da capital.

Durante o lançamento no Paço Municipal, o prefeito destacou o impacto direto da iniciativa na economia local. Segundo ele, o retorno do investimento tende a ser significativo. “Goiânia precisa andar e o Fomenta Goiânia é mais uma política de desenvolvimento para consolidar nossa cidade como a capital do empreendedorismo. Nós, da Prefeitura, em parceria com o Estado, estamos investindo na vocação dos goianienses para o comércio e a prestação de serviços, setor responsável pela geração de milhares de empregos e de renda para nossa cidade”, afirmou Mabel.

O programa foi estruturado em parceria com o Governo de Goiás e conta com apoio da GoiásFomento, responsável pela operação das linhas de crédito. Para garantir condições acessíveis, o projeto inclui subsídio de juros e um fundo garantidor, com investimento conjunto estimado em R$ 2 milhões.

A proposta mira empreendedores que enfrentam dificuldades para acessar crédito tradicional, criando alternativas com condições mais flexíveis e taxas reduzidas, o que pode estimular novos investimentos e geração de renda.

Linhas de crédito e condições facilitadas

O Fomenta Goiânia oferece duas modalidades principais de financiamento, adaptadas a diferentes perfis de empreendedores. A primeira é o chamado crédito social, voltado para MEIs, autônomos e pessoas físicas com atividade econômica ativa no município.

Nessa linha, os valores chegam a R$ 5 mil, com juros zero, totalmente subsidiados. O objetivo é permitir a compra de insumos, ferramentas e equipamentos essenciais para pequenos negócios que estão em fase inicial ou precisam de reforço imediato.

Já a segunda modalidade é o crédito de fomento, destinado a microempresas. Os valores variam entre R$ 5.001 e R$ 21 mil, com taxa de 0,80% ao mês, abaixo da média praticada no mercado.

Além das taxas reduzidas, o programa oferece carência de até 6 meses e prazo total de pagamento de até 36 meses, ampliando a previsibilidade financeira para quem pretende investir em reformas, estoque ou aquisição de máquinas.

Parceria garante operação e segurança financeira

A execução do programa envolve diferentes atores institucionais para viabilizar o acesso ao crédito com menor risco. A Prefeitura entra com parte dos recursos para subsidiar os juros, enquanto o Governo de Goiás atua como garantidor das operações.

A GoiásFomento será responsável por disponibilizar os recursos financeiros e operacionalizar os contratos. O presidente da instituição explicou o modelo adotado. “A Prefeitura de Goiânia vai entrar com recurso para subsidiar parte do juros das operações. A Goiás Fomento vai entrar com o dinheiro que vai ser emprestado e o Estado vai entrar como avalista, através de um fundo de aval que a Goiás Fomento gerencia”, detalhou o presidente da GoiásFomento, Rivael Aguiar.

O atendimento aos interessados será realizado em três pontos estratégicos da cidade. O Paço Municipal, na Avenida do Cerrado, atende de segunda a sexta, das 8h às 17h. Na Região da 44, o serviço funciona no Shopping Centro Oeste, sala 771, no mesmo horário. Já na Região Noroeste, o atendimento ocorre na Galeria Mangalô, sala 8.

A descentralização busca facilitar o acesso ao programa e alcançar empreendedores em diferentes regiões da capital.

Inclusão produtiva e impacto na economia local

A Secretaria de Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Agricultura e Serviços aponta que o programa foi inspirado em políticas já aplicadas no estado, com foco na inclusão produtiva e na redução de desigualdades.

De acordo com o secretário Adonídio Neto, a iniciativa vai além da oferta de crédito. “Mais do que uma linha de crédito, trata-se de uma política pública estruturante e transformadora que fortalece o ambiente de negócios na capital”, assinalou.

Ele também destacou o público prioritário da ação. “Estamos olhando para aquele pequeno empreendedor que geralmente é considerado pequeno demais para acessar as melhores linhas de crédito dos grandes bancos e grande demais para depender exclusivamente de políticas de assistência social. Sem acesso a capital de giro com custos justos, esses negócios ficam estagnados, deixam de contratar e, frequentemente, encerram suas atividades de forma precoce”, concluiu o secretário.

O lançamento reuniu autoridades políticas e representantes do setor produtivo, incluindo lideranças empresariais e instituições como Sebrae, CDL e Fecomércio, sinalizando articulação ampla para impulsionar o empreendedorismo na capital.

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