Pesquisa aponta aumento no consumo e reforça planejamento financeiro em Goiânia
O Dia dos Pais, celebrado em 9 de agosto de 2026, deve aquecer o comércio de Goiânia nas próximas semanas, seguindo a tendência observada em todo o país para uma das datas mais relevantes do varejo brasileiro. Segundo pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), do SPC Brasil e da Offerwise Pesquisas, 104 milhões de brasileiros pretendem comprar presentes neste ano, número que representa 63% dos consumidores das capitais do país. O levantamento projeta uma movimentação de R$ 29,7 bilhões na economia nacional com a data.
Na capital goiana, o setor varejista prevê maior circulação de consumidores tanto nas lojas físicas quanto no comércio eletrônico, com destaque para os segmentos de vestuário, calçados, perfumaria, eletroeletrônicos e acessórios. Apesar do cenário favorável às vendas, o comportamento do consumidor segue marcado por mais planejamento financeiro e cautela na hora de fechar a compra, um padrão que se repete em outras datas comemorativas do varejo nos últimos anos.
De acordo com o levantamento da CNDL e do SPC Brasil, o gasto médio previsto é de R$ 286, com a aquisição de cerca de dois presentes por consumidor. A maior parte dos entrevistados afirma que pretende pesquisar preços antes da compra, enquanto oito em cada dez consumidores dizem que vão pagar à vista, buscando evitar comprometer o orçamento nos meses seguintes.
Roupas continuam na liderança das preferências de compra, seguidas por perfumes, cosméticos, calçados e acessórios. O levantamento mostra ainda que parte dos brasileiros pretende gastar mais do que no ano passado para oferecer um presente melhor, enquanto outra parcela afirma que vai reduzir despesas em razão do orçamento apertado e do aumento do custo de vida.
Para o presidente da CDL Goiânia, Gustavo Henrique Marcelo de Faria, o Dia dos Pais representa uma oportunidade relevante para o comércio local logo no início do segundo semestre.
“O Dia dos Pais é uma das datas mais importantes para o varejo no segundo semestre e representa uma oportunidade relevante para o comércio de Goiânia. A expectativa é de um aumento na movimentação das lojas, principalmente nos segmentos de vestuário, calçados, perfumaria, acessórios e eletrônicos. Ao mesmo tempo, percebemos um consumidor mais consciente, que pesquisa preços, compara ofertas e busca as melhores condições de pagamento antes de fechar a compra. Esse comportamento torna o mercado ainda mais competitivo e exige que o lojista invista em atendimento, promoções e experiência de compra para atrair e fidelizar clientes”, afirma Gustavo Henrique Marcelo de Faria, presidente da CDL Goiânia.
A data comemorativa foi criada em 1953 pelo publicitário Sylvio Bhering, então diretor do jornal O Globo, com o objetivo de homenagear a figura paterna e, ao mesmo tempo, estimular o comércio em um período tradicionalmente mais fraco para as vendas. A primeira celebração oficial aconteceu em 16 de agosto de 1953, data que coincidia com o dia de São Joaquim, considerado pela tradição católica o avô de Jesus. Com o tempo, a comemoração passou a ser fixada no segundo domingo de agosto, o que garante que a data sempre caia num domingo, facilitando encontros em família. Exame
A CDL Goiânia recomenda que os empresários reforcem os estoques, invistam em ações promocionais e ampliem a divulgação nos canais digitais, já que muitos consumidores iniciam a pesquisa de preços pela internet antes de decidir onde comprar. A entidade prevê aumento no fluxo de consumidores nos dias que antecedem a data, o que deve impulsionar as vendas e contribuir para um desempenho positivo do varejo no início do segundo semestre. O comportamento mais consciente do consumidor, no entanto, deve manter a competitividade elevada entre os estabelecimentos, tornando preço, atendimento e facilidades de pagamento fatores decisivos na escolha do local de compra.
Enquanto o varejo se prepara para o Dia dos Pais, a alimentação segue representando uma parcela importante do orçamento das famílias brasileiras, o que torna a pesquisa de preços uma ferramenta essencial para quem busca economizar. Com esse objetivo, o Procon Goiás realizou um levantamento de preços de produtos da cesta básica em Goiânia, Caldas Novas e Rio Quente.
Em Goiânia, a pesquisa foi feita em 14 supermercados, com 36 itens avaliados, entre eles arroz, feijão, carnes e verduras. A maior variação encontrada foi de quase 478% no quilo do tomate comum, encontrado por valores entre R$ 2,75 e R$ 15,90 em diferentes estabelecimentos da capital. A banana-maçã teve oscilação superior a 275%, vendida de R$ 3,98 a R$ 12,99 o quilo.
O pacote de um quilo de feijão apresentou variação de 176,38%, com preços entre R$ 6,99 e R$ 18,49. Entre as carnes, o coxão mole teve diferença de quase 150%, comercializado de R$ 36,99 a R$ 91,90. Já o pão francês, item de consumo diário, registrou oscilação de 142%, com o quilo variando de R$ 9,87 a R$ 23,90.
Em Caldas Novas e Rio Quente, o Procon Goiás avaliou 43 produtos em 21 estabelecimentos. O tomate comum voltou a apresentar a maior variação, de 191%, com o quilo vendido entre R$ 5,49 e R$ 15,99. O café em pó, embalagem de 500 gramas, também chamou atenção: os preços variaram de R$ 19,99 a R$ 52,99, diferença de 165%.
Considerando os menores valores encontrados para cada um dos 36 itens pesquisados em Goiânia, a cesta básica custaria R$ 538,24. Já se a compra fosse feita somente com os produtos de maior preço, o valor chegaria a R$ 1.268,62, diferença superior a R$ 730, segundo o Procon Goiás.
O órgão de defesa do consumidor recomenda que o comprador faça um planejamento financeiro antes de ir ao supermercado, definindo previamente o valor máximo a ser gasto e elaborando uma lista com os itens necessários, evitando gastos excessivos. Ficar atento aos dias de promoção nos setores de hortifrúti e açougue, comuns em diversas redes de supermercados, também pode reduzir consideravelmente o valor final da compra.
O Procon Goiás reforça ainda a importância de observar a data de validade dos produtos antes de colocá-los no carrinho, já que itens impróprios podem representar risco à saúde. No caso de congelados, o órgão orienta que o consumidor evite embalagens com bolhas ou manchas, sinais de que a mercadoria pode estar estragada. A presença de umidade próxima aos freezers também merece atenção, pois pode indicar que o equipamento foi desligado ou teve a temperatura reduzida, comprometendo a conservação dos alimentos.
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