Artesanato goiano é 1º lugar em vendas em feira nacional

Políticas do Governo de Goiás reforçam participação e visibilidade dos artesãos; estado adquire espaço próprio e desbanca mercados tradicionais como MG e Nordeste brasileiro

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O artesanato goiano comemora 1º lugar em vendas na Feira Nacional de Artesanato e Cultura, a Fenacce, realizada em meados de setembro em Fortaleza (CE). O resultado reflete a ampliação da presença de Goiás no mercado nacional, com avanços na construção de uma reputação territorial associada à diversidade cultural e à qualidade do feito à mão. O movimento combina a qualidade da produção dos artesãos com políticas públicas estaduais de fomento, que ampliam oportunidades de participação em grandes eventos e oferecem maior visibilidade, reconhecimento e acesso a mercados.

Artesanato goiano em números

Dados do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) colocam Goiás em primeiro lugar em vendas na Fenacce, um pódio que poderia ser ainda mais consistente se considerasse a comercialização no espaço adquirido pelo estado. Levantamento das vendas em quatro feiras nacionais, realizado pela Gerência de Artesanato da Secretaria de Estado da Retomada, considerando a atuação no espaço do PAB e nos estandes adquiridos pela Retomada, mostram que Goiás desbanca Minas Gerais e estados do Nordeste brasileiro, que são referências nacionais no feito à mão.

Para a análise foram considerados o Salão do Artesanato de Brasília, realizado em abril; o Salão do Artesanato de São Paulo, em maio; a Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), em Olinda (PE), em julho; e a Feira Nacional de Artesanato e Cultura (Fenacce), em Fortaleza (CE), em setembro. Artesãos goianos comercializaram mais de R$ 2,2 milhões nesses quatro eventos. A presença de Goiás estruturou uma trajetória de inserção mercadológica, marcada por maior exposição do artesanato goiano; diversificação da oferta; fortalecimento da percepção de valor e ampliação dos pontos de contato com lojistas, compradores e consumidores.

O secretário de estado da Retomada, César Moura, remonta à 2020, quando a pasta foi criada e passou a executar uma política de valorização do artesanato como instrumento de cultura, de arte e, também, de economia criativa. “Reforçamos o mapeamento da produção artesanal, incentivamos a produção, criamos espaços de divulgação e comercialização, como a Goiás Feito à Mão regional, feira que teve 11 edições. E partimos com muito empenho para a missão de transformar Goiás em destaque nacional. A participação nessas feiras passou a funcionar como instrumento de posicionamento, acesso a mercado e geração de negócios”, comemora César Moura.

A progressão da venda média por artesão também traz boa notícia. No Salão do Artesanato de Brasília, a média foi de R$ 15.182 por artesão, passando para R$ 22.727 em São Paulo. Na Fenearte, a média alcançou R$ 34.395 e na Fenacce, R$ 46.619 por participante. Fenearte e Fenacce, portanto, não aparecem como resultados isolados, mas como etapas de conversão mercadológica de um posicionamento construído em Brasília e intensificado em São Paulo: visibilidade, reconhecimento, procura qualificada e geração de negócios.

“Nas feiras, a gente percebia que o público entrava procurando o artesanato goiano. Os espaços em Brasília e São Paulo, montados pela Retomada com arquitetura nobre e um projeto luminotécnico pensados para privilegiar as peças expostas, e também uma curadoria qualificada, consolidaram público nas feiras seguintes, a Fenearte e a Fenacce”, conta Míriam Pires, gerente de artesanato da Retomada. “Nosso plano de ação encadeou investimento, presença qualificada, visibilidade, reconhecimento, demanda, valorização, conversão em vendas e escala de mercado”, completa César Moura.

Artesanato goiano é 1º lugar em vendas em feira nacional
Estande de Goiás no Salão de Artesanato de São Paulo, em maio.

Os resultados de 2026 também indicam a necessidade de continuidade e expansão das políticas de valorização, incentivo à produção, divulgação e alcance nacional do feito à mão em Goiás. A consolidação do artesanato goiano junto ao público-alvo, lojistas e consumidores, aponta para a formação de um mercado com potencial de expansão, recorrência comercial e geração sustentável de negócios.

Artesanato goiano ganha espaço de destaque patrocinado pelo governo do estado
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