Prazo final para plantio de algodão termina e acende alerta em Goiás

Medida sanitária mira controle do bicudo e exige atenção imediata dos produtores

Prazo final para plantio de algodão termina e acende alerta em Goiás

O prazo para a semeadura do algodão na Região 4 de Goiás chega ao fim nesta quarta-feira, 15 de abril, e mobiliza produtores rurais em dezenas de municípios. A determinação integra um conjunto de ações sanitárias voltadas ao combate do bicudo-do-algodoeiro, praga que ameaça diretamente a produtividade da cultura e provoca perdas significativas no campo.

A regra está estabelecida na Instrução Normativa nº 5/2025, da Agência Goiana de Defesa Agropecuária, e busca limitar o período de cultivo para reduzir a proliferação do inseto. O cumprimento do calendário é considerado essencial para garantir equilíbrio produtivo e evitar impactos econômicos na cadeia do algodão.

O gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, destaca que a sincronização do plantio entre produtores é um dos pilares no controle da praga. “Quando todos os produtores de uma mesma região plantam dentro da mesma janela, considerando as condições climáticas e o período de cultivo, encurtamos a oferta de estruturas de reprodução para o inseto, o que é determinante para o controle”, explica.

Além do prazo de plantio, os agricultores devem seguir outras exigências obrigatórias para manter a regularidade das lavouras. Entre elas está o cadastro das áreas no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás, ferramenta essencial para o monitoramento da produção estadual.

Cadastro e regras ampliam fiscalização no campo

O registro das lavouras deve ser feito em até 30 dias após a semeadura do algodão, com preenchimento completo das informações solicitadas no sistema oficial. O processo inclui a geração de uma taxa, que precisa ser quitada para validar o cadastro e evitar pendências administrativas.

Leonardo Macedo reforça que o descumprimento pode trazer consequências diretas ao produtor. “Após o preenchimento das informações no sistema, é necessário efetuar o pagamento da taxa gerada. O cadastro só será validado após a confirmação do pagamento. Caso contrário, a taxa permanecerá em aberto e o produtor poderá estar sujeito a sanções administrativas”, reforça o gerente.

As exigências fazem parte de uma estratégia mais ampla de defesa agropecuária, que combina controle rigoroso, monitoramento e participação ativa dos produtores. O objetivo é reduzir focos da praga e proteger o desempenho da cotonicultura goiana ao longo das safras.

Municípios da Região 4 entram na reta final do plantio

A Região 4 abrange uma extensa lista de municípios goianos, incluindo cidades como Goianésia, Inhumas, Itaberaí, Iporá, Jaraguá, Porangatu e Uruaçu. Nessas localidades, produtores precisam concluir o plantio dentro do prazo para evitar irregularidades e prejuízos futuros.

Outros municípios também integram a região, como Ceres, Rubiataba, Nova Crixás, São Miguel do Araguaia e Campos Verdes. A abrangência reforça a importância da medida, já que envolve diferentes perfis de produtores e áreas produtivas relevantes para o estado.

A limitação do período de semeadura é uma ferramenta estratégica para reduzir a sobrevivência do bicudo entre ciclos produtivos. Ao restringir o tempo disponível para reprodução do inseto, o calendário contribui diretamente para o controle da infestação.

Calendário agrícola define etapas do algodão em Goiás

Além do prazo final de plantio, o calendário da cotonicultura goiana inclui o chamado vazio sanitário, período em que é proibida a presença de plantas vivas de algodão no campo. Na Região 4, essa etapa ocorre entre 10 de novembro e 20 de janeiro.

Já a janela oficial de semeadura começou em 21 de janeiro e se encerra em 15 de abril, delimitando o ciclo produtivo autorizado. Em outras regiões do estado, os períodos variam conforme condições climáticas e características agronômicas locais.

Essas definições fazem parte de um planejamento técnico que busca equilibrar produtividade e sanidade vegetal. O cumprimento das datas é fundamental para manter o controle de pragas e garantir a sustentabilidade da produção de algodão em Goiás.

Leia Mais Sobre

Copyright © 2025 // Todos os direitos reservados.