Agropecuária gera 8,1 mil empregos formais em Goiás no semestre

Setor avança mesmo com desaceleração frente a 2025 e seguem como um dos pilares do emprego rural

Agropecuária gera 8,1 mil empregos em Goiás no semestre

Os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo CAGED), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em 30 de julho de 2026, mostram que a agropecuária segue entre os setores que mais geram empregos formais em Goiás. No primeiro semestre de 2026, o setor abriu 8.113 novas vagas com carteira assinada, com crescimento de 6,79% no estoque de empregos, ocupando a terceira posição entre as atividades econômicas que mais contrataram no Estado.

Apenas em junho, a agropecuária goiana contabilizou 1.725 novos empregos formais, resultado de 7.759 admissões e 6.034 desligamentos. O resultado mensal integra um cenário estadual mais amplo, em que Goiás registrou saldo total de 3.780 vagas com carteira assinada em junho e acumulou 44.316 empregos formais no semestre, elevando o estoque de vínculos celetistas ativos para 1.585.691 postos de trabalho.

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Por que maio e junho são decisivos para o campo

Historicamente, os meses de maio e junho concentram maior demanda por mão de obra no campo em Goiás, período marcado pelo avanço das atividades agrícolas e pelo aumento das operações nas principais cadeias produtivas do Estado. Esse comportamento sazonal costuma sustentar picos de contratação na agropecuária, sobretudo em atividades ligadas às lavouras temporárias e aos serviços de apoio à produção rural.

O ritmo de contratações desacelerou em relação a 2025

Apesar do comportamento sazonal favorável, o setor mostrou desaceleração na comparação anual. Em maio de 2025, o saldo da agropecuária foi de 8.279 vagas; já em maio de 2026, o número recuou para 6.673 vagas, uma redução de 1.606 postos de trabalho. Ainda assim, os resultados de junho confirmam que a demanda por trabalhadores no setor agropecuário permanece ativa em Goiás, sustentando parte relevante da geração de empregos formais no Estado.

O movimento observado em Goiás acompanha, com intensidade própria, o comportamento nacional do setor. Segundo o Novo CAGED, a agropecuária brasileira registrou saldo positivo de 40.853 novas vagas no acumulado do primeiro semestre de 2026, enquanto o mercado formal do país como um todo somou 921.645 empregos no mesmo período, resultado de 2,22 milhões de admissões e 2,07 milhões de desligamentos apenas em junho. Portal MTPortal MT

Quais atividades do agro mais empregaram em Goiás

Entre as atividades que mais contribuíram para a geração de empregos formais na agropecuária goiana no primeiro semestre de 2026, destacam-se:

  • Produção de lavouras temporárias: 4.515 vagas;
  • Atividades de apoio à agricultura e à pecuária: 2.369 vagas;
  • Horticultura e floricultura: 740 vagas;
  • Pecuária: 296 vagas;
  • Produção de sementes e mudas: 117 vagas;
  • Produção de lavouras permanentes: 52 vagas;
  • Pesca, aquicultura e produção florestal: 12 vagas cada.

Lavouras temporárias lideram a geração de vagas no campo

A produção de lavouras temporárias segue como a principal responsável pela expansão do emprego formal na agropecuária goiana, respondendo pela maior fatia das novas vagas abertas no semestre. Logo atrás aparecem as atividades de apoio à agricultura e à pecuária, essenciais para o desenvolvimento das culturas anuais e para os serviços especializados que sustentam a produção rural do Estado, como preparo de solo, colheita mecanizada e manejo de lavouras.

Qual o peso do agro na economia de Goiás

Mesmo diante da desaceleração registrada frente a 2025, o agronegócio permanece como um dos principais motores de geração de emprego, renda e desenvolvimento regional em Goiás. O setor contribui de forma direta para o dinamismo do mercado de trabalho formal no Estado, especialmente em municípios cuja economia depende das cadeias produtivas de grãos, horticultura e pecuária.

Os próximos boletins do Novo CAGED, com divulgação mensal prevista pelo MTE, devem indicar se o ritmo de contratações no campo se mantém estável ou se a desaceleração observada em relação a 2025 se aprofunda nos meses seguintes, especialmente durante o período de entressafra.

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