Planejamento financeiro ganha protagonismo com projeções de PIB e queda da Selic para 2026

Planejamento financeiro ganha protagonismo com projeções de PIB e queda da Selic para 2026 (2)

Com a projeção de crescimento de 1,8% do Produto Interno Bruto e expectativa de que a taxa Selic chegue a 12,25% em 2026, o início do ano coloca o planejamento financeiro no centro das decisões de famílias e empresas. Em um ambiente que ainda pede prudência, mas já sinaliza oportunidades, organizar as finanças passa a ser um passo decisivo para atravessar os próximos meses com equilíbrio.

A combinação entre definição de objetivos, controle de gastos e escolhas de investimento alinhadas ao perfil de cada pessoa surge como um dos principais caminhos para transformar previsões econômicas em resultados práticos. Especialistas avaliam que, diante de oscilações no curto prazo, quem se antecipa tende a sofrer menos impactos e aproveitar melhor as possibilidades de crescimento.

Segundo o diretor-presidente do Sicoob UniCentro Br, Diogo Mafia, o cenário exige leitura atenta e decisões bem fundamentadas. “No curto prazo, a volatilidade segue presente, o que demanda decisões mais criteriosas. Já no médio prazo, a tendência é de maior previsibilidade, e no longo prazo o Brasil mantém fundamentos relevantes, como um mercado interno robusto e capacidade de inovação. Este tende a ser um ano de consolidação para quem vem construindo com planejamento”, avalia.

Ele ressalta que o início do ano costuma ser marcado por incertezas relacionadas a juros, inflação e contexto internacional, mas que esse movimento não deve ser interpretado como paralisia. Para Mafia, o planejamento funciona como um instrumento de proteção e também de avanço, desde que seja atualizado constantemente.

Planejamento como processo contínuo

Um dos erros mais comuns, segundo o executivo, é tratar o planejamento financeiro como algo imutável. “As circunstâncias mudam rapidamente e os planos precisam ser flexíveis e contínuos. Nesse sentido, é fundamental acompanhar gastos, evitar endividamento excessivo, reforçar a reserva de emergência e avaliar investimentos de acordo com o perfil e os objetivos de cada pessoa”, pontua.

Na visão dele, organizar as finanças não se resume a cortar despesas. Trata-se, sobretudo, de dar direção ao dinheiro, conectando recursos aos projetos de vida. “Quanto mais informação, maior a capacidade de tomar decisões conscientes, mesmo em um ambiente econômico mais desafiador”, completa.

Entre os hábitos considerados essenciais para atravessar 2026 com estratégia estão o acompanhamento periódico do orçamento, o consumo responsável, a disciplina para poupar e a constância nos aportes em investimentos. “A construção da reserva de emergência, por exemplo, é cultura e hábito, e precisa começar aos poucos”, orienta.

Para ilustrar, Mafia compara o planejamento a instrumentos de navegação. “O orçamento é como um farol, a reserva de emergência é um cinto de segurança, e as metas funcionam como um GPS. Juntos, conduzem famílias e empresas por um caminho mais seguro”, afirma.

Atendimento especializado como aliado

Dentro desse contexto, o Sicoob UniCentro Br se apresenta como parceiro dos cooperados em todas as etapas do planejamento financeiro. “Nosso papel vai além da oferta de produtos. Atuamos com proximidade, orientação e educação financeira, oferecendo soluções alinhadas a cada realidade. O compromisso do cooperativismo é com o desenvolvimento sustentável das pessoas, das empresas e das comunidades, olhando não só para 2026, mas para o futuro”, destaca Mafia.

Esse posicionamento também se traduz na estrutura de atendimento da instituição. Em Morrinhos, no interior de Goiás, todas as agências contam com colaboradores certificados com o CEA, o Certificado de Especialista Anbima. A mesma realidade está presente em diversas unidades da capital.

Para a gerente da agência de Morrinhos, Wellyana Darya Leocadio, a qualificação técnica faz diferença direta na experiência do cooperado. “Uma equipe bem estruturada e com qualificações como o CEA consegue desempenhar um papel crucial na assistência aos associados, oferecendo informação e consultoria adequadas para facilitar a tomada de decisão”, afirma.

Ela observa que, em meio ao grande volume de conteúdos disponíveis na internet, muitos deles imprecisos, o atendimento profissional traz segurança. “Em um ambiente marcado pelo excesso de informações e pela disseminação de conteúdos duvidosos nas redes sociais, diante de profissionais especializados, o cooperado tem a confiança de estar em um ambiente seguro para expor seus objetivos, sanar dúvidas e decidir de forma assertiva, com base em dados claros e autênticos”, destaca.

Vínculo cooperativista e impacto local

Na avaliação da gerente, o atendimento qualificado fortalece a essência do cooperativismo, baseada em relacionamento e escuta ativa. “Uma equipe preparada consegue não só orientar, mas observar e sentir, por meio do relacionamento e escuta ativa, quais opções são mais adequadas ao perfil do cooperado. As demandas rotineiras vão desde orientação sobre planos sucessórios e produtos de investimento à desmistificação da cultura poupança. Além disso, sempre reforçamos que o associado é dono do negócio e que, ao planejar e investir na cooperativa, ele participa economicamente, contribui para o desenvolvimento local e fortalece o bem-estar coletivo, que é um dos princípios do cooperativismo”, finaliza.

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