Projeção aponta avanço de 2,3% na economia goiana, com inflação controlada e geração de empregos em alta
O estado de Goiás deve registrar crescimento econômico em 2026, ainda que em ritmo mais moderado que no ano anterior. A projeção indica avanço de 2,3% no Produto Interno Bruto, com variação entre 1,8% e 2,8%, segundo dados divulgados no primeiro trimestre pelo Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica.
Mesmo diante de um cenário internacional mais instável, a economia goiana segue sustentada por setores estratégicos. A indústria mantém desempenho consistente e o setor de serviços demonstra resistência, contribuindo para a manutenção da atividade econômica e da geração de renda no estado.
O diretor-executivo do IMB, Erik Alencar de Figueiredo, destaca que o cenário segue positivo. Segundo ele, os indicadores apontam equilíbrio entre crescimento, inflação sob controle e expansão do mercado de trabalho, fatores que ajudam a manter a confiança econômica.
A desaceleração em relação a 2025 ocorre principalmente por conta do agronegócio, que teve desempenho recorde no ano anterior. Ainda assim, a produção agrícola permanece elevada e segue como pilar relevante da economia estadual.
O setor industrial aparece como principal motor da economia goiana em 2026. A expectativa é de continuidade no crescimento acima da média nacional, impulsionada pela melhora nas condições financeiras e pela retomada gradual dos investimentos produtivos.
Com a redução do custo do crédito ao longo do ano, empresas tendem a ampliar sua capacidade de produção. Esse movimento fortalece a atividade industrial e gera impacto direto em outros setores, como logística e comércio.
Já o agronegócio, apesar de perder força após o recorde de 2025, mantém níveis expressivos de produção. A estimativa é de 36,4 milhões de toneladas, número que ainda sustenta a relevância do campo na economia regional.
O setor de serviços também segue em trajetória de crescimento. Após alta de 2,8% em 2025, atividades ligadas ao turismo e eventos ganham destaque, acompanhando a melhora do ambiente econômico e o aumento da circulação de pessoas.
O cenário inflacionário em Goiás permanece estável para 2026. As projeções indicam IPCA em 3,7% e INPC em 3,6%, números que apontam continuidade no processo de desaceleração dos preços.
Com a inflação sob controle, o poder de compra das famílias tende a ser preservado. Esse fator estimula o consumo interno, que desempenha papel importante na sustentação da economia local.
No mercado de trabalho, os dados também são positivos. Nos dois primeiros meses de 2026, foram criadas 25,5 mil vagas formais, colocando Goiás entre os estados com melhor desempenho proporcional na geração de empregos.
O aumento do emprego formal contribui para a circulação de renda e fortalece setores como comércio e serviços, ampliando o impacto positivo na economia como um todo.
Goiás mantém trajetória consistente no setor externo, acumulando 14 anos consecutivos de superávit na balança comercial. A expectativa é de que esse resultado positivo continue ao longo de 2026, mesmo diante de oscilações no cenário global.
A economia internacional apresenta desafios, como tensões geopolíticas e variações no comércio global. Ainda assim, o estado demonstra capacidade de adaptação diante dessas mudanças.
A redução gradual da taxa Selic também influencia o ambiente econômico. Com crédito mais acessível, há estímulo tanto para investimentos quanto para o consumo das famílias.
Com uma base econômica diversificada, Goiás inicia 2026 com condições favoráveis para sustentar o crescimento. A combinação de setores fortes, inflação controlada e mercado de trabalho aquecido contribui para a estabilidade ao longo do ano.
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