Modernização tecnológica no Laboratório Teuto amplia produção de medicamentos, reduz custos operacionais e fortalece abastecimento no mercado brasileiro
O Laboratório Teuto, instalado no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia), apresentou nesta quinta-feira, 5, um novo avanço em sua linha industrial. A farmacêutica colocou em operação a embaladora CAM, equipamento de origem italiana que amplia significativamente o ritmo de produção da companhia. A tecnologia faz parte de um pacote recente de modernização que vem transformando o parque fabril da empresa e ampliando sua capacidade produtiva.
A nova máquina é considerada uma das peças centrais dessa atualização tecnológica. Segundo a empresa, o equipamento consegue embalar medicamentos em um volume até três vezes superior ao obtido anteriormente. A mudança impacta diretamente a produtividade e ajuda a reduzir custos operacionais, fator relevante para a indústria que produz, principalmente, medicamentos genéricos distribuídos em todo o país.
Outra inovação que já entrou em funcionamento na planta industrial é a compressora FETTE, responsável pela fabricação de comprimidos. A máquina elevou a produção para cerca de 600 mil unidades por hora. O equipamento substitui um modelo antigo que produzia aproximadamente 150 mil comprimidos no mesmo período, o que resultou em um aumento de quatro vezes na capacidade dessa etapa da produção.
Durante encontro com jornalistas, o diretor de operações da empresa, Daniel Diegues, explicou que a modernização não se limita ao aumento do volume produzido. Segundo ele, os novos sistemas trazem ferramentas digitais capazes de acompanhar o funcionamento das máquinas em tempo real, permitindo respostas rápidas em caso de qualquer alteração no processo.
“A máquina CAM é uma máquina de alta performance, que é três vezes mais de capacidade produtiva e de performance comparado com o nosso parque. Isso tudo traz competitividade, diminuição de custos operacionais”, detalhou.
A estratégia também inclui investimentos em infraestrutura. Um novo prédio foi construído dentro do complexo industrial para abrigar um sistema avançado de osmose utilizado na produção. No local são gerados cerca de oito mil litros de água por hora, recurso essencial para os processos industriais da farmacêutica.
O sistema foi projetado para garantir padrão elevado de pureza e estabilidade no abastecimento interno da fábrica. Esse tipo de tecnologia é considerado essencial na indústria farmacêutica, onde a qualidade da água utilizada interfere diretamente na segurança e na eficiência da produção de medicamentos.
Para o mercado e para os consumidores, o aumento da produção tende a ampliar a disponibilidade de medicamentos nas redes de distribuição. A companhia destaca que a ampliação da capacidade também contribui para evitar falhas de abastecimento em farmácias, hospitais e distribuidoras.
“O estoque é uma coisa que a gente tem que ter para amortizar as tendências que existem no mercado e evitar ruptura, o que a gente chama de backorder. A falta de abastecimento em alguma distribuidora, em alguma farmácia, em algum hospital”, ressaltou Daniel Diegues.
Fundado em 1947 e instalado em Anápolis desde 1993, o Laboratório Teuto opera no maior complexo farmacêutico da América Latina em área construída. A presença da companhia no Distrito Agroindustrial de Anápolis integra um dos polos mais importantes da indústria farmacêutica brasileira.
Para a direção da empresa, a localização da fábrica teve papel determinante no crescimento da operação ao longo das últimas décadas. A cidade reúne infraestrutura industrial, logística estratégica e um ambiente produtivo que atrai empresas do setor.
“O fato de a gente estar instalado aqui no segundo maior polo farmacêutico do país, Anápolis, sem dúvida, é um divisor de água, onde foi a cidade que acolheu tudo isso daqui. O Teuto está aqui instalado há muitos anos. Então, tudo começa aqui”, destacou Diegues.
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