Prazo para entrega da declaração vai até maio e exige atenção redobrada com rendimentos, despesas e dados bancários
Com a chegada de março, começa a corrida dos contribuintes para organizar documentos e enviar a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física. O prazo, que tradicionalmente se estende até maio, exige planejamento e atenção aos detalhes para evitar problemas com a Receita Federal do Brasil. Pequenas falhas no preenchimento podem resultar em retenção na malha fina, atrasos na restituição e até cobrança de multas e juros.
A preparação vai além de reunir informes de rendimentos. É fundamental conferir cada dado declarado, especialmente valores recebidos ao longo do ano, despesas médicas, investimentos e informações bancárias. Divergências entre o que o contribuinte informa e o que as empresas e instituições financeiras reportam ao Fisco estão entre os principais motivos de fiscalização.
“Imposto de Renda não é apenas enviar informações. É preciso conferir, cruzar dados e entender o perfil de cada contribuinte para reduzir riscos”, afirma Hebert Ribeiro, porta-voz da Soma Contabilidade. Segundo ele, a tecnologia ampliou a capacidade de análise da Receita, tornando o cruzamento de dados mais rigoroso e automatizado.
Além da possibilidade de cair na malha fina, erros ou omissões podem gerar consequências financeiras imediatas. A entrega fora do prazo implica multa mínima, enquanto valores de imposto não pagos sofrem incidência de juros. Quando há inconsistências, o contribuinte pode ser intimado a apresentar documentos que comprovem as informações declaradas.
“Muitos contribuintes só percebem que houve erro quando recebem uma notificação. O ideal é fazer uma análise prévia detalhada, revisando rendimentos, despesas médicas, investimentos e demais informações que são cruzadas automaticamente pela Receita Federal”, explica Hebert Ribeiro. A recomendação é revisar cada campo antes da transmissão definitiva.
Na Soma Contabilidade, o processo de conferência inclui uma ferramenta própria desenvolvida em Excel para revisar dados antes do envio. A estratégia busca identificar falhas que poderiam levar à retenção da declaração. “Trabalhamos com checagem minuciosa dos dados e acompanhamento do processamento da declaração. Isso traz mais segurança e tranquilidade ao contribuinte”, pontua.
O cuidado também deve continuar após a entrega. Quem tem imposto a pagar precisa acompanhar os vencimentos para evitar encargos adicionais. Já quem espera restituição deve monitorar os lotes liberados pela Receita. “Nosso papel é orientar antes, durante e depois da entrega. Uma declaração bem feita evita dores de cabeça futuras e garante que o contribuinte esteja em conformidade com a Receita”, conclui Hebert Ribeiro.
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