Goiás está entre os 10 estados com maior custo de vida do Brasil; veja onde pesa no bolso

Levantamento da Serasa aponta gasto médio mensal de R$ 3.370 e revela prioridades dos goianos com moradia, saúde e transporte

Goiás está entre os 10 estados com maior custo de vida do Brasil; veja onde pesa no bolso

Goiás aparece entre os 10 estados com maior custo de vida do país, segundo a Pesquisa Custos de Vida do Brasileiro, realizada pela Serasa. O levantamento mostra que os moradores do estado desembolsam, em média, R$ 3.370 por mês para cobrir despesas essenciais e extras. O valor coloca o território goiano na 9º posição do ranking nacional. Ainda assim, é o primeiro estado abaixo da média brasileira, estimada em R$ 3.520 mensais.

Os dados consideram diferentes categorias de gastos, como moradia, alimentação, transporte, saúde, lazer e serviços pessoais. Mesmo abaixo da média nacional, o impacto no orçamento é significativo. A pesquisa indica que a maior fatia do orçamento em Goiás vai para a moradia, com custo médio mensal de R$ 900. Esse é o principal peso nas contas das famílias goianas.

Quando o assunto é supermercado, Goiás também ocupa a 9º posição entre os estados analisados. O gasto médio mensal com compras básicas chega a R$ 890, valor ligeiramente inferior à média nacional de R$ 930. O Paraná lidera esse recorte, com custo médio de R$ 1.210 nas compras de supermercado. Nem todos os estados participaram de todas as categorias, já que o estudo considerou apenas onde havia base estatística suficiente.

Saúde e transporte entre as prioridades

Além da moradia, os goianos direcionam parte relevante do orçamento para saúde e atividade física. O gasto médio nessa categoria é de R$ 570, o quarto maior do país. O dado revela uma preocupação crescente com bem-estar e qualidade de vida, mesmo diante de um cenário de custos elevados.

O transporte e a mobilidade também figuram entre as principais despesas. Goiás aparece na 5º colocação nacional, com média de R$ 370 mensais. Já no lazer, o estado ocupa o 7º lugar, com desembolso médio de R$ 360. Os números mostram que, apesar das pressões financeiras, os moradores ainda reservam parte da renda para atividades fora da rotina.

Por outro lado, serviços e cuidados pessoais não estão entre as prioridades. Gastos com barbearia, manicure e tratamentos estéticos somam, em média, R$ 120 por mês. O valor coloca Goiás na 16º posição, empatado com Bahia, Maranhão, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Rondônia.

Outras categorias também ajudam a compor o cenário. O estado aparece em 10º lugar no custo de contas recorrentes, como água, luz e internet. Em moradia, ocupa a 9º posição. Já em compras em geral está em 16º, enquanto alimentação pronta ou fora de casa coloca Goiás na 11º colocação.

Centro-Oeste lidera em contas recorrentes

No recorte regional, o Centro-Oeste se destaca como a região com maior média em contas recorrentes, chegando a R$ 590. O valor supera as médias do Sul e do Sudeste. Mesmo com despesas elevadas, apenas 11% dos entrevistados da região afirmaram considerar a possibilidade de mudar de cidade por causa do custo de vida.

A pesquisa também revela dificuldades na organização financeira. Somente 19% dos moradores do Centro-Oeste disseram considerar fácil gerenciar pagamentos e despesas. Ao mesmo tempo, 68% afirmaram que o custo de vida aumentou no último ano, pressionando ainda mais o orçamento familiar.

No cenário nacional, a percepção é semelhante. Dois em cada dez brasileiros consideram simples manter as contas em dia. Já 7 em cada 10 avaliam que o custo de vida subiu recentemente. Supermercado, contas recorrentes e moradia aparecem como as despesas mais difíceis de equilibrar no mês.

A média nacional de gastos é de R$ 3.520, segundo a Serasa. O Distrito Federal lidera entre as unidades federativas, com custo mensal de R$ 4.920. O dado evidencia o contraste entre regiões e ajuda a dimensionar o desafio enfrentado pelas famílias brasileiras diante da alta contínua das despesas.

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