A balança comercial de Goiás fechou dezembro de 2025 com desempenho expressivo, consolidando mais um ano de inserção competitiva no comércio exterior. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (08/01) pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fieg, o Estado registrou US$ 999,9 milhões em exportações, US$ 386,2 milhões em importações e saldo comercial de US$ 613,7 milhões no mês.
O resultado mantém Goiás na 10ª posição entre os Estados exportadores, com 3,4% de participação nas vendas externas brasileiras, encerrando 2025 com números que reforçam a relevância econômica do Estado no cenário nacional.
Pontos fortes de Goiás – A análise da pauta exportadora mostra que o Goiás segue sustentado por cadeias produtivas consolidadas e de alta eficiência. Os destaques de dezembro incluem:
– Soja em grão: principal item exportado, com US$ 216,3 milhões;
– Carnes bovinas desossadas congeladas: segunda posição, com US$ 166,2 milhões;
– Milho em grão: terceiro item mais relevante, com US$ 155,3 milhões;
– Sulfetos de minérios de cobre: insumo mineral de alto valor agregado;
– Ferro-níquel: produto do complexo metalúrgico goiano.
Do lado das importações, predominam produtos imunológicos, aviões e outros veículos aéreos, ureia e cloretos de potássio, indicando forte atividade produtiva em setores como saúde, aeroespacial, agronegócio e transformação industrial.
Leitura do desempenho – De acordo com o analista de Comércio Exterior da Fieg, Flávio Falcão, o desempenho robusto do Estado reflete a competitividade do agronegócio, especialmente soja, carnes e milho, aliada à presença de produtos industriais e semimanufaturados, que reforçam a base produtiva de Goiás.
Perspectivas – O analista também afirma que o início de 2026 deve manter o padrão observado em dezembro: “a expectativa é de manutenção do saldo comercial positivo, ainda que com variações sazonais no volume exportado. A soja tende a ganhar maior protagonismo com o avanço da safra, enquanto as importações devem seguir elevadas, sobretudo de insumos industriais, fertilizantes e bens de capital, refletindo a continuidade da atividade produtiva e dos investimentos no Estado”.
O fechamento de dezembro consolida o papel de Goiás na exportação, com uma estrutura superavitária e desempenho constante ao longo do ano. “Mesmo diante de um cenário internacional mais restritivo e dos impactos do tarifaço, o Estado demonstrou resiliência, sustentada pela diversificação de mercados de destino e pela competitividade de seus principais setores. A combinação entre uma forte pauta agroexportadora e importações intensivas em bens industriais evidencia uma economia integrada às cadeias globais e reforça o desafio estratégico de avançar na agregação de valor, inovação e diversificação da pauta exportadora”, afirma Flávio Falcão.
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