Goiás dispara nas exportações em 2025, atinge US$ 13,41 bilhões e sobe ao 8º lugar no ranking nacional

Boletim da Fieg aponta crescimento de 9%, superávit recorde e avanço expressivo das carnes e da soja no mercado internacional

Goiás dispara nas exportações em 2025, atinge US$ 13,41 bilhões e sobe ao 8º lugar no ranking nacional

Goiás encerrou 2025 com um dos melhores desempenhos do país no comércio exterior. Dados divulgados pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado de Goiás mostram que o Estado alcançou US$ 13,41 bilhões em exportações. O avanço de 9% sobre 2024 colocou Goiás na 8ª posição entre os maiores exportadores do Brasil.

O saldo da balança comercial também surpreendeu. O superávit chegou a US$ 8,05 bilhões, crescimento de 20% em relação ao ano anterior. O resultado supera a média nacional e evidencia o peso do agronegócio e da indústria goiana no cenário internacional.

Os números foram elaborados com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior, vinculada ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. O boletim detalha mês a mês o desempenho estadual e aponta momentos decisivos ao longo do ano.

Março foi o período de maior volume exportado, somando US$ 1,48 bilhão. Já setembro registrou a maior expansão proporcional, com alta de 43,17% frente ao mesmo mês de 2024. O valor saltou de US$ 859,69 milhões para US$ 1,23 bilhão, sinalizando recuperação consistente da demanda externa.

Soja mantém liderança e carnes surpreendem no exterior

A soja em grão permaneceu como principal produto da pauta goiana. O grão respondeu por 38,5% de tudo o que o Estado vendeu ao exterior, acumulando US$ 5,17 bilhões. O crescimento foi de 12,8% na comparação anual, sustentando a posição estratégica do setor agrícola.

O destaque absoluto, porém, veio do segmento de proteínas. As carnes bovinas congeladas avançaram 21,9% e representaram 13,37% das exportações, com US$ 1,79 bilhão em vendas. O desempenho reforça a força da pecuária goiana nos principais mercados globais.

Os cortes de frango apresentaram expansão ainda mais acelerada. Peitos desossados registraram alta de 192%, enquanto coxas com sobrecoxas cresceram 191,89%. O salto indica ampliação de mercado e ganho de competitividade em nichos específicos.

Entre os municípios, Rio Verde liderou com folga. A cidade foi responsável por US$ 3,4 bilhões em embarques, o equivalente a um quarto das exportações estaduais. O protagonismo local reflete a concentração de agroindústrias e cooperativas na região.

China amplia protagonismo e EUA registram oscilações

A China manteve-se como principal destino dos produtos goianos. O país asiático absorveu 43% das exportações, totalizando US$ 5,82 bilhões. A forte dependência desse mercado confirma a centralidade da relação comercial sino-brasileira.

Os Estados Unidos apareceram na segunda posição, com US$ 641,4 milhões importados de Goiás. O crescimento foi de 57% frente a 2024, apesar das quedas provocadas pelo tarifaço sobre açúcar e vermiculita. Esses produtos recuaram 58% e 86%, respectivamente.

No campo das importações, os produtos imunológicos lideraram a lista, somando US$ 1,23 bilhão. O dado revela a dependência tecnológica do Estado na área de saúde e o peso dos insumos hospitalares na pauta externa.

O setor automotivo também chamou atenção. A entrada de veículos híbridos aumentou 116% ao longo do ano, indicando transformação gradual da frota e maior busca por modelos sustentáveis.

Projeções indicam crescimento moderado em 2026

Entre os principais países fornecedores, a China ocupou novamente a liderança, com 25,1% do total importado, equivalente a US$ 1,35 bilhão. Alemanha apareceu em seguida, com 12,26% e US$ 657 milhões. Os Estados Unidos ficaram com 9,22%, somando US$ 494 milhões.

Para 2026, o Centro Internacional de Negócios da Fieg estima expansão entre 3% e 8% nas exportações goianas. A projeção considera cenário global ainda instável e possíveis ajustes nas cadeias logísticas internacionais.

A expectativa recai sobre produtos com maior valor agregado e rígido controle sanitário. Itens com eficiência logística e diversificação de destinos tendem a apresentar melhor desempenho ao longo do próximo ano.

O boletim destaca que a ampliação de mercados e a gestão ativa de riscos comerciais, fortalecidas em 2025, serão determinantes para manter o ritmo das vendas externas e sustentar a presença de Goiás no comércio internacional.

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