Casos já foram confirmados em municípios estratégicos e laboratório regional intensifica análises para conter avanço da doença
A ferrugem asiática da soja voltou a acender o sinal de alerta em Goiás, com registros confirmados em áreas produtivas e crescimento na procura por diagnóstico preventivo. Produtores e técnicos reforçam a importância da vigilância constante para evitar perdas e proteger o potencial produtivo da safra.
Na região Sudoeste do estado, estruturas de apoio técnico ampliaram as ações de monitoramento. O objetivo é identificar focos iniciais da doença e orientar rapidamente os agricultores sobre medidas de manejo, antes que o problema ganhe proporções maiores.
O Laboratório de Análises de Ferrugem Asiática, fruto da parceria entre Sindicato Rural de Rio Verde, Gapes e Xecape Rural, já recebeu cerca de 260 amostras de folhas nesta safra. O número indica adesão expressiva dos produtores ao acompanhamento preventivo.
Técnicos envolvidos no serviço avaliam que o volume de amostras demonstra amadurecimento no entendimento sobre a gravidade da doença. A estratégia prioriza a detecção precoce como forma de reduzir custos, preservar produtividade e melhorar a tomada de decisão no campo.
Em território goiano, a ferrugem asiática já foi identificada em lavouras comerciais de Rio Verde e Montividiu. Mesmo com essas confirmações, especialistas observam que os primeiros focos surgiram de forma mais tardia em relação a outros ciclos.
Esse comportamento indica que parte significativa das áreas tem adotado práticas de controle eficientes. Entre elas estão o uso correto de fungicidas, a escolha adequada de cultivares e o respeito ao vazio sanitário.
A orientação atual é intensificar as inspeções, sobretudo em áreas com plantas em fase vegetativa e em enchimento de grãos. São estágios considerados críticos, nos quais a cultura apresenta maior sensibilidade ao ataque do fungo.
Ao menor sinal de suspeita, produtores devem coletar folhas e encaminhá las para análise laboratorial. O diagnóstico rápido permite ajustes imediatos no manejo e evita aplicações desnecessárias ou ineficazes.
O laboratório instalado no Sindicato Rural de Rio Verde oferece atendimento gratuito e conta com equipe especializada. Além de auxiliar cada produtor, as informações coletadas ajudam a mapear o comportamento da doença na região.
Esse banco de dados fortalece ações coletivas de prevenção e permite que técnicos identifiquem tendências de avanço, áreas de maior risco e períodos mais críticos de ocorrência.
O atendimento ocorre de segunda a sábado, diretamente na sede do Sindicato Rural de Rio Verde. A iniciativa busca ampliar o alcance do monitoramento e facilitar o acesso dos agricultores ao serviço.
Para os especialistas, a construção desse panorama regional é um dos pilares para reduzir perdas e garantir maior estabilidade à produção.
No cenário brasileiro, o registro mais recente da ferrugem asiática ocorreu em Correntina, no oeste da Bahia. A confirmação foi divulgada nesta semana pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), por meio do Programa Fitossanitário da Soja, com base em comunicação oficial da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).
De acordo com o boletim mais atual do Consórcio Antiferrugem, a safra 2025/2026 soma até o momento 144 ocorrências da doença no país.
O Paraná lidera em número de casos, seguido por Mato Grosso do Sul. Também há registros no Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais, o que reforça a necessidade de monitoramento contínuo em todas as regiões produtoras.
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