Empresas de Goiás somam R$ 88 bilhões e ganham espaço entre as maiores do Brasil

Levantamento do Valor 1000 revela força do agronegócio e presença crescente do estado no cenário nacional

Empresas de Goiás somam R$ 88 bilhões e ganham espaço entre as maiores do Brasil

Goiás encerrou o último ano com R$ 88 bilhões em receita líquida, resultado alcançado por 25 companhias com sede no estado. Os dados fazem parte do ranking Valor 1000, do jornal Valor Econômico, divulgado em 16 de setembro. A lista reúne as 1 mil maiores empresas do país e mostra o avanço goiano em setores estratégicos da economia.

Entre as empresas do estado, a liderança ficou com a Comigo, uma cooperativa do agronegócio.
A companhia registrou receita próxima de R$ 11 bilhões em 2024 e apareceu na 127ª posição geral do ranking. Também foi apontada como a melhor empresa do agronegócio brasileiro no período analisado.

O desempenho da Comigo simboliza o peso do agronegócio goiano, que colocou seis empresas entre as maiores do país. Na sequência aparecem o comércio varejista e a bioenergia, cada um com quatro representantes no levantamento. Os setores de alimentos e bebidas e empreendimentos imobiliários também marcaram presença relevante.

Logo atrás da líder, surgem nomes conhecidos do empresariado local. O Grupo Saga registrou R$ 10,2 bilhões em receita, seguido pelo Grupo Piracanjuba, com R$ 9,4 bilhões. Completam o grupo a Caramuru Alimentos, com R$ 7,2 bilhões, e a AgroGalaxy, com R$ 4,6 bilhões.

Desempenho e desafios no topo do ranking

Apesar de figurar entre as maiores, a AgroGalaxy atravessou um ano delicado. A empresa acumulou prejuízo líquido superior a R$ 3 bilhões e está em recuperação judicial. O caso expõe contrastes do cenário empresarial, mesmo em um ranking dominado por grandes números.

No recorte nacional, Goiás aparece como o 7º estado com maior número de empresas no Valor 1000. Fica atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
O dado reforça a presença goiana no mapa corporativo brasileiro.

Quando o critério é participação na receita líquida, o estado ocupa a 9ª posição. Além dos estados líderes, Bahia e Mato Grosso aparecem à frente nesse indicador. Ainda assim, Goiás mantém participação relevante no total movimentado pelas maiores empresas.

As companhias goianas representam 2,7% do total das 1.000 maiores e 1,18% da receita líquida. O cálculo considera também Coty Brasil e Mineração Maracá, que operam no estado. Essas empresas, porém, possuem controle majoritário de outros estados ou do exterior.

Goiás no cenário regional e nacional

No Centro-Oeste e Norte, Goiás concentra parte expressiva das grandes companhias. Das 50 maiores empresas dessas regiões, 18 têm sede no estado. No ranking nacional, Goiás emplaca 11 representantes, à frente de concorrentes regionais.

Mato Grosso, Amazonas e Distrito Federal aparecem com sete empresas cada. Mesmo assim, a maior companhia da região é a Amaggi, sediada no Mato Grosso. A empresa superou R$ 40 bilhões em receita líquida no período avaliado.

O Centro-Oeste levou 59 empresas ao Valor 1000, número recorde na série histórica. A receita líquida regional cresceu 12,1%, alcançando quase R$ 261 bilhões em 2024. Foi o maior ritmo de crescimento entre todas as regiões do país.

Esse avanço ocorreu apesar da queda de 7,4% na atividade agropecuária em 2024. O resultado foi sustentado pela expansão dos setores industrial e de serviços. A participação regional no total de receitas chegou a 3,3%.

A Região Sudeste segue dominante no ranking das maiores empresas brasileiras. São 663 companhias entre as 1 mil maiores, número muito acima das demais regiões. Juntas, elas respondem por 77% das receitas líquidas apuradas no levantamento.

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