Levantamento aponta avanço expressivo da tecnologia fotovoltaica no comércio, indústria, serviços e agronegócio brasileiro
A geração própria de energia solar ganhou ritmo intenso entre empresas brasileiras em 2025, movimentando investimentos de R$ 9,6 bilhões em novas usinas fotovoltaicas espalhadas pelo país. O avanço foi puxado por negócios dos setores de comércio, serviços, indústria e agronegócio, que buscaram reduzir custos e garantir previsibilidade energética em meio a um cenário econômico desafiador.
Os dados fazem parte de um mapeamento elaborado pela TTS Energia, com base em relatórios oficiais da Agência Nacional de Energia Elétrica. O levantamento mostra que a tecnologia fotovoltaica deixou de ser alternativa e passou a ocupar posição central nas estratégias energéticas corporativas.
Somente em 2025, foram adicionados 3,1 gigawatts de capacidade instalada, voltados exclusivamente ao consumo próprio. Esse volume passou a abastecer cerca de 333 mil empresas e propriedades rurais em diferentes regiões do Brasil.
O crescimento se traduziu em mais de 128 mil novas instalações, distribuídas entre telhados, coberturas, estacionamentos e sistemas em solo. A diversidade de formatos reflete a adaptação da tecnologia às rotinas produtivas e logísticas dos empreendimentos.
O avanço recente se soma a uma trajetória iniciada em 2012. Desde então, a geração própria de energia solar já atende aproximadamente 2,6 milhões de empresas e propriedades ligadas ao agronegócio em todo o território nacional.
Esse volume é resultado de cerca de 774 mil sistemas fotovoltaicos em operação. Juntas, essas estruturas somam 21 gigawatts de capacidade operacional, consolidando o Brasil entre os mercados mais ativos do mundo nesse segmento.
A expansão acompanha uma mudança cultural nas empresas, que passaram a enxergar a energia como um ativo estratégico. A busca por autonomia energética e estabilidade de custos tem pesado nas decisões de investimento.
Além do aspecto financeiro, a pressão por metas ambientais também impulsiona a adoção da tecnologia. A geração solar aparece como ferramenta direta para redução de emissões e atendimento a compromissos de sustentabilidade.
Dentro desse cenário, a TTS Energia registrou crescimento de 20% em seus negócios ao longo de 2025. A empresa comercializou cerca de 370 megawatts-pico em projetos voltados ao público corporativo no Brasil.
O portfólio incluiu sistemas fotovoltaicos instalados em telhados e no solo, além de soluções em carport, zero-grid, baterias e modelos híbridos. A diversificação acompanhou demandas específicas de cada cliente.
Entre os projetos entregues, está a instalação de 130 módulos fotovoltaicos no centro de operações da Aggreko, em Jaguariúna, no interior de São Paulo. O sistema possui potência instalada de 79,3 kilowatts-pico.
A estrutura foi implantada sobre a cobertura do edifício e passou a suprir parte relevante da demanda energética da unidade, integrando eficiência operacional e redução do consumo da rede convencional.
Outro destaque foi a conclusão do primeiro centro tecnológico da Henkel na América Latina. O projeto foi desenvolvido em parceria com a Athié Wohnrath, especializada em construções sustentáveis.
A iniciativa contemplou a instalação de mais de 580 módulos fotovoltaicos, distribuídos em duas miniusinas. Uma delas foi montada na laje do edifício, enquanto a outra ocupa a cobertura do estacionamento.
Juntas, as estruturas alcançam aproximadamente 360 kilowatts de potência instalada. O modelo de carport, além de gerar energia, contribui para conforto térmico e melhor aproveitamento do espaço urbano.
Para Jacques Hulshof, CEO da TTS Energia, o movimento observado em 2025 tende a ganhar novas camadas. “A energia solar segue como um pilar estratégico para as empresas, ao combinar competitividade, previsibilidade de custos e avanços concretos nas metas de descarbonização”, afirma.
O executivo aponta que o próximo passo envolve soluções de armazenamento. “A próxima fronteira da transição energética no setor corporativo é a incorporação de baterias para armazenamento energético a partir de fontes renováveis, que vai elevar de forma significativa a eficiência, a segurança e a sustentabilidade das empresas”, diz.
Copyright © 2025 // Todos os direitos reservados.